Renan (2025) faz parte da série O Risco nos une, que busca se aventurar no cerne da Irmandade Vilanismo – ao mesmo tempo obra de arte relacional, coletivo de arte em sua atuação no mercado e circuito de arte, articulação de Gênero, Raça e de Classe econômica e plataforma política nas artes visuais da cena afropaulistana.
O “risco” possui uma carga polissêmica: ele representa tanto o ato de desafiar as normas culturais quanto o de habitar e criar em espaços de incerteza, onde se desenvolve uma fraternidade que não depende do olhar do colonizador, com pouquissíma abertura pela arte euro-brasileira.
A materialidade da obra ecoa as tradições de fundição de bronze afrobrasileiras, após uma farta ausência causada pelo medo dos invasores de se ver em meio a um levante insurrecionista, já que as forjas e sua tecnologia eram negras, vindas das várias Áfricas para cá.
Ramo (1987) é pesquisador e artista, e investiga os desdobramentos do verbo “construir” em suas dimensões de criação coletiva, sacralização e restauro de espaços radicalmente negros. Atualmente, é mestrando em economia pelo Programa de Pós-graduação em Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGE/UFRGS).
Fundador da Irmandade Vilanismo (2021), integrou importantes programas de residência e premiações no Brasil, como o Pemba: Arte e Ancestralidade (2020) e o Prêmio Alex Vallauri, Funarte, São Paulo (2017). Recentemente, participou como artista convidado na 36ª Bienal de São Paulo (2025).

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