Pássaros (2023) faz parte da série Paisagens diagramáticas, na qual Crosman pensa
a paisagem e seus elementos como diagramas. Nas palavras da artista, isso se dá porque a paisagem “organiza uma série de elementos químicos, temporais, visuais, materiais e espirituais. Organiza o em cima e o embaixo, o movimento ou a memória das coisas”. São como um recorte no contínuo do mundo. Uma fatia finíssima de instante violentamente atravessada por centenas de milhares de anos de processos de erosão, acúmulo, intervenção e abandono. Para Crosman, pensar a paisagem como diagrama é também poder restabelecer fluxos, endereçar desequilíbrios e, o que considera mais interessante, inscrever as coisas não visíveis que dão forma a ela.
Luiza Crosman (1987) vive e trabalha em São Paulo. Artista e escritora, seu trabalho transita entre desenho, instalação, design especulativo, educação e dinâmicas institucionais, com especial interesse em metodologias infraestruturais. Explora os feedbacks entre formas de organização humana, novas tecnologias e sistemas globais e planetários.
Foi pesquisadora no Strelka Institute – The Terraforming, Moscou, Rússia (2020). Entre suas exposições e projetos destacam-se: Ool – programa educativo para a CASA-ESCOLA, Casa do Povo, São Paulo (2021); Open Ended Encounters, aarea (2020); Open Skies, WIELS, Bruxelas (2019); e Afinidades afetivas, 33ª Bienal de São Paulo (2018). Seus textos estão publicados em inglês e português em publicações como Passepartout Journal, TANK, Strelka Mag, Arts of the Working Class, revista poiesis.

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