Sem título (2025) faz parte da série Esculturas moles e é um desdobramento da pesquisa da artista sobre a cor marrom. No desenvolvimento da série, ela parte das teresas, amarrações de tecido utilizadas em contextos de fuga e busca pela liberdade, que podem ser observados tanto em conto de fadas, por exemplo, quanto no sistema carcerário.
Ana Raylander Mártis dos Anjos (1995) vive e trabalha em São Paulo e desenvolve projetos de longo prazo com foco em pesquisa. Ela procura estabelecer um diálogo entre a história coletiva e a sua biografia, recorrendo com frequência aos saberes da educação e da escrita. Suas obras se apresentam como texto, documento, instalação, vídeo, performance, escultura, fotografia e objetos. Tem particular interesse em sua origem afro-brasileira, no projeto moderno-colonial e na crítica institucional.
Participou de inúmeras residências e bolsas de pesquisa em instituições como a coleção moraes-barbosa (2024), Museu de Arte da Pampulha (2024) e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2021). Recebeu o Prêmio de Novos Artistas do Memorial Minas Gerais Vale (2024) e o Prêmio EDP de Residência do Instituto Tomie Ohtake (2018). Realizou projetos e comissionamentos para o Sculpture Center (2025), 36ª Bienal de São Paulo (2025), Museu Mineiro (2024), Paço das Artes (2023), Pivô – Arte e Pesquisa (2020) e Centro Cultural São Paulo (2018). Tem textos publicados pelo MASP, Editora Fósforo, Jornal Nossa Voz, Centro Cultural São Paulo, Projeto Afro, MAM Rio e Museu Paranaense.
Recentemente seus trabalhos foram incorporados ao acervo do Museu de Arte de São Paulo – MASP.

EN



