Em Casal incompleto (2026), Cipis representa uma mulher e um homem nus, posicionados frente a frente sobre um fundo amarelo. Por meio do uso da cor, do preenchimento das formas (e da ausência dele), explora uma maneira singular de representar a figura humana, parte acabada, parte incompleta.
Marcelo Cipis (1959) é formado em arquitetura pela FAUUSP.
Ao longo de sua trajetória, participou de diversas exposições, como os Salões Paulistas de Arte Contemporânea (1980-87); a 21ª Bienal Internacional de São Paulo (1991), com a instalação Cipis Transworld Art, Industry and Commerce; e a Bienal de La Habana (1992-94).
Já esteve presente em coletivas no Museu de Arte de São Paulo (1988); Kunsthalle Berlin (1988); Fujita Museum, Tóquio (1993); Centro Cultural São Paulo (2013); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2017); Pivô, São Paulo (2014); e Pinacoteca de São Paulo, na exposição Máquina do mundo (2021); entre outras. Também realizou exposições individuais em instituições como Galeria Virgílio, Casa Triângulo, Galeria Emma Thomas e Gomide & CO, todas em São Paulo.
Em 2000, recebeu a bolsa da Pollock-Krasner Foundation de Nova York e em 2013 foi indicado ao Prêmio PIPA. Em 2019, passou a ser representado pela Gomide & CO, em São Paulo, onde expôs em 2021 com Enjoy e onde realizou em 2025 a individual Cipis na Black Friday. Entre os prêmios que já recebeu estão o prêmio APCA de Melhor Pintura, em 1990, com a exposição Pyrex Paintings & Recent Works na Galeria Kramer, São Paulo; e em 1994, o Prêmio Jabuti pela melhor capa para o livro Como água para chocolate.

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