Sem título (2026) faz parte de uma pesquisa recente na qual o artista procura o espaço dado pela cor, ao mesmo tempo em que deixa ambíguo o sentido de profundidade.
Pintor, desenhista e gravador, Paulo Pasta (1959) busca construir uma temporalidade na pintura. As cores e as formas em seus trabalhos parecem planificar a percepção da passagem do tempo: diante das telas, o presente coloca-se de uma maneira quase absoluta. As formas e as geometrias representadas nas atmosferas espessas realizadas pelo artista são vagarosamente reconhecidas por um olhar atento do espectador – colocado entre horizontes e obstáculos, que impedem que se veja o espaço da representação com nitidez. A densidade e o tempo criados por Pasta são contrários a qualquer concessão ao mundo prático e a suas necessidades de presteza e prontidão: é no rumor e na abertura ao tempo presente que recai sua poética.
Doutor em artes plásticas pela Universidade de São Paulo (2011), já realizou exposições individuais em instituições como Museu Lasar Segall, São Paulo; David Nolan Gallery, Nova York, Estados Unidos; Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre (2024); Cecilia Brunson Projects, Londres, Reino Unido (2022); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2018); Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro(2008); Pinacoteca de São Paulo, São Paulo (2006).
Entre suas participações em exposições coletivas estão: Cinco ensaios sobre o MASP – Geometrias, MASP, São Paulo (2025); Os Muitos e o Um, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2016); 30x Bienal, Fundação Bienal de São Paulo (2013); Europalia, International Art Festival, Bruxelas, Bélgica (2011); Matisse Hoje, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo (2009); Panorama dos Panoramas, MAM São Paulo (2008).

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