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Rafael de Almeida
Lote 013
Lance inicial
R$ 6300,00
Sem título 2, 2025
Da série Colônia
Cianotipia sobre tecido de algodão. Ed. única
68 x 68 x 2 cm
LANCES INICIAIS
LANCES FINAIS
Sobre a obra

Sem título 2 (2025) faz parte da série Colônia, na qual parte de um mergulho no arquivo fotográfico da Colônia Agrícola Nacional de Goiás, CANG, um projeto do governo Vargas que, nos anos 40, buscou fixar famílias no interior do Brasil Central como força de trabalho e promessa de progresso.

Ao transformar as imagens em cianotipias sobre tecido de algodão, “o azul da impressão ganha corpo em manchas e dissoluções – como se a imagem, corroída por processos químicos, deixasse escapar aquilo que o documento jamais disse. (…) Cada peça se torna uma espécie de cartografia afetiva dos deslocamentos e tensões que fundaram essas paisagens.” O artista busca não preservar o arquivo, mas agitá-lo, reimaginando a memória e repensando os rastros da colonização no cerrado goiano e no Brasil Central.

Sobre Rafael de Almeida

Rafael de Almeida (1987) é cineasta e artista visual. Doutor em multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com estágio de doutorado na Universidad Complutense de Madrid, e pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Universidade Federal de Goiás (UFG), atua como professor na Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Sua pesquisa artística se desenvolve no cruzamento entre o cinema e as artes visuais, tendo a montagem como princípio central de pensamento e criação, a partir do reemprego de materiais de arquivo. Investiga o estatuto das imagens enquanto vestígios instáveis do passado, mobilizando arquivos reais e ficcionais — incluindo imagens geradas por inteligência artificial — como matéria para fabulações críticas. Assim, tenciona noções de tempo, memória e evidência.

Seu trabalho já foi apresentado na Bienal do Sertão de Artes Visuais (2023) e no Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André (2024), entre outros; e premiado no Salão de Arte em Pequenos Formatos do Museu de Arte de Britânia, Britânia (2022), no Salão de Arte Contemporânea de Jataí, Jataí (2023) e no Salão dos Artistas Sem Galeria, São Paulo (2025). Além disso, suas obras integram os acervos de instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Goiás, Goiânia, e o Museu de Arte de Santa Maria. Em 2025, realizou sua primeira exposição individual, Sob nossos cascos, em Goiânia, com curadoria de Divino Sobral.