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LANCES FINAIS
Yhuri Cruz
Lote 009
Monumento à voz de Anastácia (Edição Memorial)
Yhuri Cruz
Lote 009
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Lances iniciais em 27/11
Monumento à voz de Anastácia (Edição Memorial), 2021

Risografia emoldurada com letras grafadas com pirógrafo – Múltiplo sem número – Assinada – Com moldura

53 x 45 cm
R$ 4200,00
lance inicial
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Yhuri Cruz (Rio de Janeiro, 1991) vive e trabalha no Rio de Janeiro. É artista visual e escritor, graduado em Ciência Política (UNIRIO) e pós-graduado em Jornalismo cultural (UERJ). Desenvolve sua prática artística e literária a partir de criações textuais que envolvem ficções visionárias, proposições performativas – que o artista chama de cenas – e instalativas em diálogo com sistemas de poder, crítica institucional, relações de opressão, encenações de cura, resgates subjetivos e violências sociais reprimidas ou não resolvidas. O artista utiliza aspectos da memória coletiva e individual, compreendendo a categoria de memória ligada aos sustos e assombrações íntimas, como fantasmas que atravessam o tempo e o espaço e constroem as formas canônicas e dissidentes de subjetividades e de sociabilidades. Suas produções plásticas e performativas mais recentes tendem a se relacionar com monumentos, ficções encenadas, performatividade das palavras, presenças e resistências afro diaspóricas, memoriais e esculturas em pedra e bronze. Foi residente do Pivô Pesquisa 2020 Ciclo II. Exposições recentes incluem: A vida não é só a praticidade das coisas, Galeria Silvia Cintra (Rio de Janeiro, 2019; Abre-Alas 15, A Gentil Carioca (Rio de Janeiro, 2019); Serendipity, C. Galeria (Rio de Janeiro, 2019).

Monumento à Voz de Anastácia (Edição Memorial) é uma risografia emoldurada com letras grafadas com pirógrafo. Cruz interfere sobre a imagem da mulher negra com grilhão no pescoço e mordaça, pintada em 1817 pelo francês Jacques Etienne Arago, adicionando as flores e as palavras Anastácia Livre. Seu gesto de reparação histórica ganhou repercussão nacional e foi incluído em livros de história do sistema educacional brasileiro. Na obra, a palavra VOZ foi gravada manualmente pelo artista na moldura lateral.