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LANCES FINAIS
Élle de Bernardini
Lote 003
Sem título, da série Formas Contrassexuais
Élle de Bernardini
Lote 003
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Lances iniciais em 18/11
Sem título, da série Formas Contrassexuais, 2019

Acrílica, silicone industrial e prego sobre tela – Edição única – Assinada

80 cm diâmetro
R$ 10500,00
lance inicial
Confira os lances

Élle de Bernardini (Itaqui, RS, 1991) vive e trabalha em São Paulo. Tem formação em balé clássico pela Royal Academy of Dance de Londres e é uma mulher transexual, cuja produção é marcada por sua biografia. As obras abordam a intersecção entre questões de gênero, sexualidade, política e identidade, com referências à história da humanidade e história da arte. Expôs em diversas instituições nacionais como Museu de Arte de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte do Rio, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Museu Nacional da República, Memorial da América Latina, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Pivô, Farol Santander e Centro Cultural São Paulo. Participou da 12ª Bienal do Mercosul. Suas obras integram as seguintes coleções: Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS); Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC-RS); Museu de Arte Contemporânea de Niterói; Coleção Santander Brasil; Museu de Arte do Rio (MAR); Museu de Arte Moderna do Rio Janeiro (MAM-RJ); Fábrica de Artes Marcos Amaro (FAMA); Museu Nacional da República; Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM); Pinacoteca do Estado de São Paulo e Biblioteca Nacional da França.

A obra Sem título (2019) é parte da série Formas Contrassexuais, em que a artista organiza novas ideias a respeito de corpo, subjetividade, sexualidade e linguagem. Partindo de leituras do filósofo transexual Paul Preciado, Bernardini cria cinco códigos gráficos, que se referem às cinco principais zonas erógenas do corpo humano, responsáveis pela demarcação dos gêneros e sexos na atual sociedade heteronormativa: pênis, vagina, ânus, escroto e seios. Nesta obra a imagem simbólica do seio é recortada e sobreposta em silicone industrial, material utilizado para as modificações dos corpos trans nas décadas de 1970, 80 e 90 no Brasil, quando os implantes nesses corpos eram proibidos pelo governo. A artista busca desconstruir a ideia que se tem a respeito da geografia corporal humana, daquilo que um corpo precisa ter (ou não) para ser considerado homem ou mulher, e se o sujeito deve se conformar em categorias binárias de gênero. Ter seios? Não ter seios? Quanto seios? São questões que toda a série Formas Contrassexuais levanta.