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LANCES FINAIS
Mariana Palma
Mariana Palma
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Lances iniciais em 18/11
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Mariana Palma (São Paulo, 1979) cria espaços pictóricos únicos, construídos pela justaposição de elementos distantes. Nas grandes telas de cores saturadas, azulejos convivem com folhagens, ralos com anêmonas, cortinas de teatro com flores, tecidos estampados, drapeados e desfiados. Nas aquarelas e fotografias, elementos naturais e artificiais geram híbridos improváveis.
O resultado são composições enigmáticas e inesperadamente harmônicas que, ao causar estranhamento, convidam o espectador a tomar tempo para observá-las. A contemplação revela indícios genéticos. O grandeur, a dramaticidade, a exuberância emocional, a vitalidade, a construção do movimento, o uso de texturas contrastantes e os materiais luxuosos dialogam com a pintura barroca dos século 16 e 17, evocando reflexões sobre a sensualidade, a efemeridade da beleza e o excesso de imagens da contemporaneidade. O uso de cores puras remete aos pintores flamengos, enquanto os sutis efeitos de perspectiva sugerem o domínio da lição renascentista (e sua subversão).
A artista parte dos pressupostos da tradição pictórica para abordar suas inquietações. As referências partem de um repertório emocional, para criar um trabalho em que o aparente transbordamento de elementos segue, no fundo, uma organização precisa.

Em suas aquarelas, Mariana Palma faz sínteses improváveis entre elementos de diferentes origens, ao mesmo tempo em que destacam uma certa leveza de toque e fragilidade, típicas das naturezas-mortas dos Países Baixos. Nas palavras Priscyla Gomes, curadora da exposição Lumina (individual da artista realizada no Instituto Tomie Ohtake em 2020): “Há uma interação de híbridos inesperados à medida que Palma aprimora o rigor de seu desenho e as sutis escolhas de cores. No conjunto, há sinais claros de sedução, muitas vezes explicitados pela confirmação de frutos abertos para mostrar suas estrias. Outras vezes, a natureza das formas refere-se à interação e união de pares masculino-feminino. Metaforicamente, apaixonar-se envolve um acúmulo gradual de tensões e fusões à medida que os corpos se juntam, impulsionados pela cor, dando-lhes um ar vivaz.”

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