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LANCES FINAIS
Lenora de Barros
Lenora de Barros
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Lances iniciais em 18/11
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Artista visual e poeta, Lenora de Barros (São Paulo, 1953) iniciou sua carreira na década de 1970. Formada em Linguística pela Universidade de São Paulo, suas primeiras obras podem ser inseridas no campo da “poesia visual”, associada à poesia concreta da década de 1950. Em 1983, publicou o livro Onde Se Vê, conjunto de poemas um tanto incomuns. Alguns deles dispensavam o uso de palavras, sendo construídos como sequências fotográficas de atos performáticos. No mesmo ano, participou com poemas visuais em videotexto da 17ª Bienal Internacional de São Paulo. Desde então, Lenora construiu uma poética marcada pelo uso de diversas linguagens: vídeo, performance, fotografia, instalação sonora e construção de objetos.
Em 1990, mudou-se para Milão, na Itália, onde permaneceu por um ano, momento em que realizou sua primeira exposição individual, Poesia É Coisa de Nada, na Galeria Mercato del Sale. Na mostra, inaugurou a série de trabalhos Ping-Poems ao espalhar cinco mil bolas de ping-pong no chão da galeria com a frase-título impressa. Entre 1993 e 1996, assinou uma coluna experimental no Jornal da Tarde, em São Paulo, intitulada “… umas”. Nesse espaço nasceram obras e ideias que se transformariam em vídeos e fotoperformances autônomas ao longo dos anos seguintes. Em 2013, 65 colunas e 2 vídeoperformances foram exibidas pela primeira vez na Casa Laura Alvim, no Rio de Janeiro e, em 2014, foram apresentadas no Pivô, em São Paulo.
Em 2017, participou da exposição Mulheres Radicais: Arte Latino-Americana, 1960-1985, curada por Cecilia Fajardo-Hill e Andrea Giunta no Hammer Museum, em Los Angeles, e no Brooklyn Museum, em Nova York (2018). A mostra seguiu para a Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2018. Suas exposições coletivas e individuais mais importantes incluem a participação na 59ª Bienal de Veneza – The Milk of Dreams (Veneza, 2022), RETROMEMÓRIA, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (2022), Tools for Utopia: Selected works from the Daros Latinamerica Collection, no Kunstmuseum Bern (Berna, 2020), ISSOÉOSSODISSO, na Oficina Cultural Oswald de Andrade (São Paulo, 2016), 4ª Bienal de Arte Contemporânea de Thessaloníki (Grécia, 2013), 11ª Bienal de Lyon (França, 2011), além da participação na 17ª, 24ª e 30ª edições da Bienal Internacional de São Paulo (1983, 1998 e 2012).

Em 2000, Lenora de Barros foi convidada a participar da exposição coletiva Território Expandido, no Sesc Pompeia, sob a curadoria de Angélica de Moraes, para a qual criou a instalação sonora Ping-Poema para Boris, em homenagem ao escritor, tradutor e ensaísta Boris Schnaiderman – intelectual de origem russa radicado em São Paulo, que se aproximou de grupos de vanguarda ligados ao construtivismo, como os poetas concretos do Grupo Noigandres. Com eles, Boris trabalhou na tradução para o português dos principais representantes da poesia moderna de seu país, como Velimir Khlébnikov e Vladimir Maiakovski. A instalação incluía um mural com cartazes lambe-lambe, feito a partir da capa do primeiro livro de Maiakovski. Na colagem digital do cartaz, Lenora substitui a imagem de Lila Brik, fotografada por Alexander Rodchenko, por sua própria imagem, realçando seus olhos com duas bolinhas de ping-pong, mantendo o título original (Disto, em russo). No lugar do nome do poeta, a artista escreve “Ping-Poema para Boris”.

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