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LANCES FINAIS
Ana Hortides
Ana Hortides
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Ana Hortides (Rio de Janeiro, RJ, 1989) é graduada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (2013), mestre Estudos Contemporâneos das Artes pela mesma instituição (2016) e doutoranda em Arte, Experiência e Linguagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: “MUAMBA: Brazilian Traces of Movement”, Ruby Cruel, Londres (2023); “Cômodo”, mostra individual, Sesc São João de Meriti, Rio de Janeiro (2023); “Outras imaginações políticas”, Festival Agora, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2022); “Cartas ao mundo”, Sesc Av. Paulista, São Paulo (2022); “Casa Carioca”, Museu de Arte do Rio (2020-2021); “Ao Ar, Livre”, projeto de arte pública no Brasil, Chile e México (2020). Pesquisa e constrói uma poética em torno das questões políticas e sociais que envolvem a casa e o íntimo, a partir do ponto de vista de quem nasceu e cresceu no subúrbio carioca, problematizando de forma material e conceitual o que chama de uma potência política do doméstico.
Os trabalhos da série “Casa 15”, número da casa em que Ana Hortide cresceu, situada no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, vêm dialogar com a casa e sua estrutura. Os “Caquinhos” são trabalhos que se dão no exercício de uma tentativa construtiva, a partir das possibilidades escultóricas que vão lhe vindo à cabeça, quase como miragens, ao passo que ela observa a casa, seus utensílios, objetos decorativos, cantos, ranhuras e protuberâncias, frutos de remendos mal feitos ou consertos improvisados. Maior, então, é a vontade de trazer para o objeto a aspereza e o peso do concreto, os diversos ângulos e formatos dos ladrilhos de vermelho encarnado quebrados, as formas curvas e retas da arquitetura, de modo a impregnar a experimentação com a memória das coisas e, consequentemente, suas marcas. Logo, ela começa a tirar moldes de cantos, rodapés, colunas e superfícies angulares dos espaços que habita, desde sua casa de infância, onde moldou a prateleira de mármore onde sua avó apoiava o seu antigo filtro de barro, até mesmo espaços de convivência efêmeros, como a residência Pivô Arte e Pesquisa que ela realizou no último ano, onde pôde tirar o molde da coluna do espaço para realizar o trabalho “Caquinhos (rodapé Pivô)”, 2022, em que a escultura se prostra por volta da coluna.

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