Adrianne Gallinari (1965) vive e trabalha em Salvador, Bahia. É uma artista multimídia, graduada pela Escola Guignard, que desenvolveu suas habilidades em desenho e pintura com experimentações, incorporando materiais como a cerâmica e mídias como a animação em vídeo. Fez licenciatura e bacharelado na Faculdade Santa Marcelina em São Paulo e nesse período passou a integrar o corpo de professores do Instituto Tomie Ohtake.
Já apresentou individuais em locais como Palácio das Artes (BH), Paço das Artes, (SP); Museu de Arte da Pampulha e Casa de Cultura do Parque (SP). E fez parte de coletivas como XXVI Bienal de Pontevedra, Galícia, Espanha; Subversão dos Meios, Instituto Cultural Itaú (SP); Ordenação e Vertigem, Centro Cultural Banco do Brasil; Disarticulated Bodies/ Destabilized Meanings, Falconer Gallery, Iowa, Estados Unidos; Tempos Sensíveis, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, entre outras.
Seu trabalho integra coleções como: Itaú Cultural, São Paulo, Brasil; Coleção Madeira Corporate Service, Ilha da Madeira, Portugal; Museu de Arte da Pampulha, Minas Gerais, Brasil; e Banco de Espanha, Madrid, Espanha.
Com uma prática que abrange escultura, instalação, pintura e desenho, Adriano Costa (1975) entendeu, desde cedo, que os resíduos da vida noturna e da cultura contemporânea — garrafas quebradas, flyers descartados, e os tantos outros detritos da euforia coletiva — são conteúdos inteiros com histórias que valem a pena serem absorvidas.
O artista esteve presente na exposição inaugural do Pivô – Da próxima vez eu fazia tudo diferente – em 2012, e neste ano de 2025 voltou ao espaço com a mostra individual Não vamos nos desapontar / We Won’t be disappointed, com curadoria de Fernanda Brenner. Ao longo dos anos, seu trabalho já foi exibido em instituições como Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Fundação Serralves, Porto e Boros Collection, Berlim. Entre suas exposições individuais recentes destacam-se: ax-d.us.t, na Emalin, Londres (2024) e MILK OF SLUMS – RUA DOS CACIQUES, na Mendes Wood DM, Nova York (2023).
Alexandre Canonico (1974) é formado em arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e pelo programa de pós-graduação do Royal Academy Schools de Londres.
O desenho está no centro de sua prática. Esculturas, relevos de parede e instalações brincam com a relação entre o desenho da coisa e a coisa em si. Suas obras são construídas através da articulação de linhas, vazios, cores e formas distintamente abstratas, com a interação entre elas, por vezes, transformando-se em formas alusivas. A interdependência entre as diferentes partes que constituem as obras e as marcas dos gestos envolvidos em sua feitura reforçam seu caráter anti-ilusionista.
Entre as exposições recentes destacam-se Tierra Cifrada / Coded Earth, Museum of Latin American Art, Los Angeles, Estados Unidos (2025–26); Quebracorpo, Carpintaria, Rio de Janeiro (2025); Labirinto & Vertigem, Kubik Gallery na Gruta, São Paulo (2025); Still, AB Anbar, Londres, Reino Unido (2023); Only Just, OHSH, Londres, Reino Unido (2023); LUMA, Londres, Reino Unido (2023); A casa é sua, Paço Imperial, Rio de Janeiro (2022); Cidade Mecânica, Tropigalpão, Rio de Janeiro (2022); Anderson Borba and Alexandre Canonico, Kupfer, Londres, Reino Unido (2021); e Bloomberg New Contemporaries, South London Gallery, Londres, Reino Unido (2021). Recentemente, participou das residências Propel Residency (Knotenpunkt), Londres, Reino Unido (2023), e NTH Space, Turim, Itália (2024).
Contrapondo e mesclando materiais, e através do estabelecimento de diálogos entre eles, repertórios e objetos de diferentes origens e destinados a diferentes usos, Alexandre da Cunha (1969) opera de forma crítica dentro de uma escala de valores que une cultura brasileira pop e modernismo, artes decorativas e cultura pop britânica.
Exposições recentes incluem as individuais Travessia, Luisa Strina, São Paulo, Brasil (2024); Thomas Dane Gallery, Londres, Inglaterra (2023); Thomas Dane Gallery, Nápoles, Itália (2020); Duologue – com Phillip King, The Royal Society of Sculptors, Londres, Inglaterra (2018); Boom, Pivô, São Paulo, Brasil (2017); e Mornings, Office Baroque, Bruxelas, Bélgica (2017); e as coletivas Material Worlds: Contemporary Artists and Textiles, Warwick Arts Center, Coventry, Inglaterra (2024); Histórias da Sexualidade, MASP, São Paulo (2017); When Attitudes Became Form Become Attitudes, Museum of Contemporary Art Detroit (2013); 30ª Bienal de São Paulo (2012). Entre os trabalhos de intervenção urbana, destacam-se as obras comissionadas pelo Art on the Underground para a estação de metrô Battersea, Londres (2021); e pelo MCA Chicago. Possui trabalhos nas coleções Tate Modern; Museu de Arte da Pampulha; Instituto Inhotim; CIFO Coleção Cisneros; Coleção Zabludowicz; Pinacoteca do Estado de São Paulo; e FAMA.
Alice Shintani (1971) vive e trabalha em São Paulo. Formada em engenharia da computação, iniciou sua trajetória artística no começo dos anos 2000. Sua prática parte da pintura como campo aberto de experimentação, expandindo-se em instalações, ações coletivas, intervenções no espaço urbano e situações expositivas. Seus trabalhos articulam estratégias lúdicas e de aparente simplicidade, deslocando modos de circulação, valorização e visibilidade da arte e das relações entre obra, espaço e público. Entre 2013 e 2016, trabalhou como vendedora ambulante de brigadeiros em ruas e feiras-livres do centro financeiro de São Paulo, experiência que passou a atravessar sua produção e deu origem a desdobramentos como as séries “Mata” e “Menas”, apresentadas na 34ª Bienal de São Paulo e suas itinerâncias (2020–22).
Entre seus projetos recentes, destacam-se Montanha e Vale, Caixa Cultural Rio de Janeiro, Belém, Recife e Brasília (2026-27); Echo, SMU Pollock Gallery, Dallas, EUA (2026); Prayer Birds, Flags Project, ASCO/A, Nova York, EUA (2024); COMPRO OURO, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo (2019); e Tuiuiú, Associação Brasileira de Encadernação e Restauro, Biblioteca Mário de Andrade e Praça Dom José Gaspar, São Paulo (2017).
Participou de programas no Complexo Hospitalar do Juquery, Franco da Rocha (2019), Delfina Foundation, Londres (2017), Valand Academy, Gotemburgo (2017), Hablar En Arte, Madri (2018), e Rumos Artes Visuais Itaú Cultural, São Paulo (2008-09).
Suas obras integram coleções institucionais como LUMA Arles Foundation, SESC São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo – Acervo Wanda Svevo, Palácio do Itamaraty e Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Allan Weber (1992) cria fotografias, objetos, esculturas e instalações por meio da mobilização de símbolos e materiais do cotidiano, especialmente aqueles relacionados ao tecido social das cidades. Esses deslocamentos evidenciam lógicas internas de linguagem, arquitetura e sociabilidade, assim como a estratificação e as contradições da constituição do espaço urbano e de sua ocupação por diferentes camadas sociais.
Interessado no que chama de “tecnologias de existência”, Weber constitui seu repertório visual a partir da observação de invenções e soluções materiais e estéticas da comunidade Cinco Bocas, onde nasceu e vive, bem como daquelas presentes globalmente na vida de trabalhadores plataformizados.
Entre as exposições individuais de Weber estão Existe uma vida inteira que tu não conhece, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2026); My Order, Nottingham Contemporary, Nottingham, Reino Unido (2025); e A gente precisa se ver pra acreditar que é possível, Galeria 5bocas, Rio de Janeiro (2021). Entre as mostras coletivas, destacam-se The Disagreement: A Theatre of Statements, Neuer Kunstverein Wien, Viena, Áustria (2024); Funk: um grito de ousadia e liberdade, Museu da Língua Portuguesa, São Paulo (2025) e Museu de Arte do Rio — MAR, Rio de Janeiro (2023); e Histórias Brasileiras, MASP, São Paulo (2022).
Seu trabalho integra as coleções do Museu Nacional de Belas Artes — MNBA, Rio de Janeiro e do MASP. Em 2024, recebeu o prêmio SEED Award, do Prince Claus Fund.
Ana Raylander Mártis dos Anjos (1995) vive e trabalha em São Paulo e desenvolve projetos de longo prazo com foco em pesquisa. Ela procura estabelecer um diálogo entre a história coletiva e a sua biografia, recorrendo com frequência aos saberes da educação e da escrita. Suas obras se apresentam como texto, documento, instalação, vídeo, performance, escultura, fotografia e objetos. Tem particular interesse em sua origem afro-brasileira, no projeto moderno-colonial e na crítica institucional.
Participou de inúmeras residências e bolsas de pesquisa em instituições como a coleção moraes-barbosa (2024), Museu de Arte da Pampulha (2024) e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2021). Recebeu o Prêmio de Novos Artistas do Memorial Minas Gerais Vale (2024) e o Prêmio EDP de Residência do Instituto Tomie Ohtake (2018). Realizou projetos e comissionamentos para o Sculpture Center (2025), 36ª Bienal de São Paulo (2025), Museu Mineiro (2024), Paço das Artes (2023), Pivô – Arte e Pesquisa (2020) e Centro Cultural São Paulo (2018). Tem textos publicados pelo MASP, Editora Fósforo, Jornal Nossa Voz, Centro Cultural São Paulo, Projeto Afro, MAM Rio e Museu Paranaense.
Recentemente seus trabalhos foram incorporados ao acervo do Museu de Arte de São Paulo – MASP.
Ana Sant’Anna (1992) é artista visual com mestrado em comunicação e semiótica pela PUC-SP, na linha de pesquisa Processo de Criação na Comunicação e na Cultura, e graduação em museologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Trabalhando em múltiplas linguagens, a artista desenvolve uma produção que busca tornar visível o que é sutil: a luminosidade, a transitoriedade e a experiência de um tempo não cronológico. A relação com os lugares que habita e percorre alimenta uma investigação contínua, na qual encantamento e escuta sensível se convertem em matéria para o trabalho. Entre simplicidade e complexidade, sua pesquisa evidencia a potência dos fenômenos naturais, trazendo-os à superfície em forma de paisagens delicadas e atmosféricas. Essas imagens, que oscilam entre o íntimo e o universal, entre a realidade tangível e a abstração imagética, configuram dissoluções poéticas que revelam a matriz investigativa de sua prática artística.
Antonio Társis (1995) vive e trabalha entre Salvador e Londres. É filho de empregada doméstica e pai desconhecido, e neto de feirantes. Cresceu na favela do Arraial do Retiro, em Salvador, e iniciou sua prática artística aos catorze anos. Autodidata, tem sua trajetória marcada por uma investigação da materialidade urbana e da memória coletiva. Sua obra esteve no 38º Panorama da Arte Brasileira (Museu de Arte Moderna de São Paulo), no Instituto Inhotim (Brumadinho) e na 13ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre). Foi contemplado com o Prêmio EDP nas Artes (2016) e o Via Arts Prize, promovido pela Embaixada do Brasil em Londres (2019), além de ter integrado o programa Biennale College Arte na 59ª Mostra Internacional de Arte – La Biennale di Venezia (2022).
Arlete Soares (1940) é fotógrafa e editora. Baiana de Valença, aquariana e filha de Iemanjá, mudou-se para Salvador ainda criança e formou-se em pedagogia. Deixou o Brasil durante o regime militar e foi estudar psicologia em Paris, onde começou a fotografar. Fundou e esteve no comando da Editora Corrupio por mais de quarenta anos e atualmente se dedica à organização de seu acervo fotográfico de cerca de 15 mil itens, capturados entre os anos de 1968 e 2021. A mais velha fotógrafa em atividade em Salvador, segue sonhadora, irreverente e imprevisível.
assume vivid astro focus (AVAF) foi fundado por Eli Sudbrack (1968) em 2001, ocasionalmente se transforma em uma dupla com o artista parisiense Christophe Hamaide-Pierson (1973) e às vezes também em um coletivo, dependendo dos diferentes projetos em que estão envolvidos. AVAF trabalha em uma ampla gama de mídias, incluindo instalações, pintura, desenho, vídeo, escultura, neon, papel de parede. Com uma trajetória de duas décadas, tornou-se conhecido por instalações imersivas e sensorialmente carregadas que reúnem a interação entre cor e forma de maneira única. A abundância de cores sempre foi um traço característico do trabalho de AVAF como uma poderosa forma convergente de comunicação.
Individuais recentes incluem amarelo vento azul floral (as cores se acumulam em sua atmosfera tecendo luz), Casa Triângulo, São Paulo (2023); Alterações Vividas Absolutamente Fantasiosas, Sesc Avenida Paulista, São Paulo (2023); Bona to vada your dolly bold eek, Lamb Arts, Londres (2022); Hairy What? Hairy How?, Tibor de Nagy Gallery, Nova York (2021); I want, I want (angry voices angel faces), Galerie Hussenot, Paris (2020).
Anderson Borba (1972) é artista visual que vive e trabalha entre São Paulo e Londres. Sua prática se estrutura no diálogo entre materiais industriais e gestos artesanais, explorando a tensão entre corpo, matéria e imagem.
Em sua prática, a madeira industrializada, junto de papelão, tecidos e impressos, é transformada por processos de entalhe, queima, pintura e prensagem. Desse embate surgem superfícies carregadas de marcas e esculturas retromórficas, que evocam corpos fragmentados, ruínas ou artefatos em constante mutação.
Seu trabalho transita entre o cânone da escultura e tradições autodidatas brasileiras, equilibrando reflexão conceitual e experiência sensorial. Nesse campo híbrido, o bruto e o delicado se entrelaçam, dando origem a formas que se situam entre o reconhecimento e o estranhamento.
Entre suas exposições, destacam-se I’ve Seen One of These, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo (2022), Auroras em colaboração com Dudi Maia Rosa, e Pivô ao lado de Erika Verzutti, ambas em São Paulo. Em 2024 apresentou Thinking Hands com Gokula Stoffel, François Ghebaly, Nova York, e em 2025 realizou Secret Ceremony, na The Approach, em Londres, sua primeira individual na galeria.
Desde a segunda metade dos anos 2000, Bruno Baptistelli (1985) desenvolve sua prática artística por meio de diversas mídias, com foco em montagens, instalações, objetos, pinturas, fotografias, vídeos e projetos conceituais. A psicanálise e seus conceitos são o fio condutor de sua produção. Atuando inicialmente em espaços públicos e observando o ambiente urbano, Baptistelli tem se voltado para a relação entre eles e os espaços e objetos de uso particular.
Algumas de suas principais exposições individuais são: 4.000 DC, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2023); Memento, 55SP, São Paulo (2022); Outro, GDA, São Paulo (2021); Blues – umtrabalhoumtexto, São Paulo (2019); Acúmulo, Galeria Pilar, São Paulo (2018); For A While, Artkartell Projectspace, Budapeste, Hungria (2017); e Narrativas cotidianas, Complexo Cultural Funarte, Brasília (2015).
Entre as coletivas de destaque, estão: Project a Black Planet: The Art and Culture of Panafrica, Art Institute of Chicago, Estados Unidos (2024), MACBA, Barcelona, Espanha (2025), Barbican, Londres, Reino Unido (2025), Kanal – Centre Pompidou, Bruxelas, Bélgica (2026), Schirn Kunsthalle, Frankfurt, Alemanha (2024); Histórias brasileiras, MASP, São Paulo (2022); Memórias do Futuro, Memorial da Resistência de São Paulo, São Paulo (2022); e Histórias afro-atlânticas, MASP e Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2018). Suas obras estão presentes em importantes coleções, incluindo o Museu de Arte de São Paulo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Caetano de Almeida (1964) vive e trabalha em São Paulo.
Em seus trabalhos recentes, as composições são opticamente carregadas, cromáticas e frequentemente caracterizadas por padrões feitos de recortes circulares e buracos. A estrutura geométrica dessas obras aponta para a rica história da arte geométrica e neoconcreta brasileira. Entretanto, é o uso intuitivo da cor de Caetano que proporciona uma sensação única de dinamismo próprio.
Coleções das quais seu trabalho faz parte incluem: Museum of Fine Arts, Boston; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; Instituto Inhotim; Peter Stuyvesant Foundation; Rehabilitation Institute of Chicago; New York Presbyterian Hospital; entre outras.
Camila Sposati (1972) possui mestrado em belas artes pela Goldsmiths College e atualmente cursa doutorado na Academia de Artes Visuais de Viena. Seus trabalhos investigam processos de transformação e de energia, utilizando métodos que se aproximam da pesquisa científica e examinando processos em escala microscópica e global. Em sua prática, Sposati justapõe processos materiais e históricos para desafiar o tempo oficial e seus significados.
Sua pesquisa a levou à Amazônia, ao sertão nordestino, ao Turcomenistão, ao Uzbequistão, ao Reino Unido, à França, à Holanda e ao Japão. Já expôs em mostras e espaços como Pivô Arte e Pesquisa (2019), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2013, 2017), 10ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2015), Eleven Rivington Gallery, Nova York (2013), Kunsthalle Wien (2021) e Panorama da Arte Brasileira (2022). Ela é representada pela Lombardi—Kargl.
Carolina Cordeiro (1983) vive e trabalha em São Paulo. É sócia-fundadora da GDA – Galeria de artistas, e representada pela galeria Galatea. Doutora pelo Departamento de Artes da ECA-USP em teoria, ensino e aprendizagem (2021), e graduada em desenho pela EBA-UFMG (2008).
Suas mostras recentes incluem: AMASSO, Bruno Baptistelli e Carolina Cordeiro, GDA, São Paulo (2025); O tempo é, Galatea, São Paulo (2023); América do sal, GDA, São Paulo, (2021); Dizem que há um silêncio todo negro, Auroras, São Paulo (2019). E as coletivas: Aberto 3, curadoria Kiki Mazzucchelli, São Paulo (2024); Eterno Egito, curadoria Lucas Albuquerque, Casa Museu Eva Klabin, Rio de Janeiro (2024); Pessoas Negras São O Silêncio Eles Não Podem Entender, GDA, São Paulo (2024); Galerie d’Artistes, GDA, Bruxelas, Bélgica (2024); Warm sun cold rain, Galpão Cru, curadoria Julie Dumont/ The Bridge Project, São Paulo (2023); Andar pelas bordas: bordado e gênero como prática de cuidado, Arte 132, curadoria de Lilia Schwarcz, São Paulo (2023). Teve também um projeto solo na Artissima Fair, Turim, Itália (2025) no estande da Galatea.
Participou das residências artísticas: Casco – Programa de integração arte e comunidade, Rio Grande do Sul (2021); Pivô, São Paulo (2019); Red Bull Station, São Paulo (2016); Homesession, Barcelona (2011); Glogauer, Berlim (2009).
Caroline Ricca Lee (1990) é artista cuja prática investiga memória, arquivo e ficção nas diásporas asiáticas no Brasil e América Latina. Em sua pesquisa, dedica-se às histórias não-oficiais preservadas em registros alternativos como arquivos pessoais, memorabílias ancestrais, fotografias de família e cartografias corpóreas. Trabalha com escultura, instalação, escrita, performance e vídeo. A estética sincrética de seu trabalho revela um repertório em que ancestralidade asiática e cultura brasileira colidem para dar forma a uma visualidade ruidosa, intrínseca à tapeçaria de uma identidade multicultural e diaspórica.
Recebeu o Prêmio ISOLA SICILIA 2023 na 30ª edição da Artissima Fair, Turim, Itália, e foi selecionada em 2025 pela Swiss Arts Council Pro Helvetia South America. Já foi artista residente na Internationales Künstlerhaus Villa Waldberta, Feldafing, Alemanha (2016); Fondazione Oelle, Itália (2024); Pivô Pesquisa, São Paulo (2024); IASPIS, Suécia (2025); La Becque, La Tour-de-Peilz, Suíça (2025).
Destacam-se as exposições: rest at risk, Pivô, São Paulo (2025); Recollection of Dreams, Tube Culture Hall, Milão, Itália (2024); The Appearance: Art of the Asian Diaspora in Latin America & the Caribbean, Americas Society, Nova York, Estados Unidos (2024); terra abrecaminhos, Sesc Pompéia, São Paulo (2023); 1º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Goiás, Museu de Arte Contemporânea de Goiás, Goiânia (2022); 31ª Mostra de Exposições, Centro Cultural São Paulo, São Paulo (2021).
Em instalações, esculturas, gravuras, desenhos e pinturas, Cristiano Lenhardt (1975) emprega madeira, papel, linho cru e pigmentos naturais. Além desses materiais orgânicos, também se vale de elementos industriais, como alumínio, cobre e concreto. As propriedades materiais dos objetos, sua aparência à luz e suas possibilidades plásticas e simbólicas são exploradas por Lenhardt em composições que emulam tanto uma abstração geométrica quanto elementos decorativos populares.
Em sua série de dobraduras, por exemplo, Lenhardt emprega a dobra como método de desenho. A prensagem e a combinação de encaixes jogam com o contraste entre o linho, orgânico e cru, e o alumínio, mais industrial e sintético, para criar zonas de contato através das dobras, intercalando o metálico do alumínio e a opacidade do papel ou do linho numa só composição geométrica. Analogamente, no seu complexo repertório conceitual, bichos, humanos, plantas e pedras se encaixam com informação digital, televisores e plásticos.
Suas exposições individuais recentes incluem Brotocarta: natureza e artifício, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro (2025); Viração, Instituto Ling, Porto Alegre (2025); e Tempo Elástico Plano São, MAMAM, Recife (2022). Participou também das coletivas Adiar o fim do mundo, FGV Arte, Rio de Janeiro (2025); The Devil To Pay In the Backlands, Neue Kunstverein Wien, Viena, Áustria (2022); Flávio de Carvalho Experimental, SESC Pompeia, São Paulo (2022); e 32ª Bienal de São Paulo, Fundação Bienal, São Paulo (2016), entre outras.
O artista tem obras em importantes coleções públicas, incluindo Pinacoteca do Estado de São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM ; Centro Cultural São Paulo e Coleção Banco do Nordeste, Fortaleza.
Dani Cavalier (1993) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Através de desenhos, pinturas, instalações e esculturas, a artista explora temas relacionados ao corpo, à espiritualidade e à história do poder e da marginalização das mulheres.
Nos últimos três anos, Cavalier tem desenvolvido sua pesquisa e prática artística em torno do que chama de “pinturas sólidas.” Partindo dos elementos fundamentais da pintura convencional — como o chassi, a tela tramada, as cores e a noção de composição — ela substitui tinta e pincel por retalhos coloridos de Lycra coletados em fábricas de moda praia no Rio de Janeiro. Ao criar essas pinturas sólidas, a artista trabalha com justaposições de blocos de cor e a materialidade do tecido, que substitui a tela tradicional e envolve o chassi. O resultado é uma composição entrelaçada de cores que existe sem um dentro ou fora, sem frente ou verso, e que estabelece uma relação participativa com o espectador quando em grandes formatos.
Essa pesquisa encontra suas raízes em técnicas têxteis tradicionais transmitidas de geração em geração por mulheres em contextos historicamente apartados das chamadas Belas Artes.
Entre as exposições de que participou, destacam-se: Geometria Crepuscular, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2024); Bronze Noturno, Galeria Refresco, Rio de Janeiro (2024); Ecos da Intimidade, Vórtice Cultural, São Paulo (2024); Do Desenho, Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro (2024); e Acordes, Largo das Artes, Rio de Janeiro (2022). Em junho de 2025, realizou sua primeira exposição individual na Galatea, em São Paulo.
Daniel Albuquerque (1983) vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo. Sua prática artística teve início em 2012, mesmo ano em que começou a pós-graduação em Arte e Filosofia na PUC-Rio e cursos na EAV Parque Lage.
Entre suas exposições individuais estão: SCREENS SEX LOVE DEATH, Freddy Biz, Harris, Nova York (2023); Fissura//Inquisição, Marli Matsumoto Arte Contemporânea, São Paulo (2022–2023); Piece of me, Auroras, São Paulo (2021); Cômodo, Pivô, São Paulo (2019–2020); Batom, Galeria Cavalo, Rio de Janeiro (2018); e Oral, BFA – Boatos Fine Arts, São Paulo (2017).
Entre as coletivas das quais participou, destacam-se: O fiar – pontos, nós e cortes, Casa de Cultura do Parque, São Paulo (2025); Liga pontos, Tropigalpão, Rio de Janeiro (2023); 36º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM São Paulo (2019); The House where you live forever, Garage Rotterdam, Roterdã, Países Baixos (2019); Perdona que no te crea, Carpintaria, Rio de Janeiro (2019); A terceira mão, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo (2017); Choro e lágrimas não têm sotaque, Camden Arts Council, Londres, Reino Unido (2016); Lastro em campo, Serviço Social do Comércio – SESC Consolação, São Paulo (2016); e Permanências e Destruições, Rio de Janeiro (2016). Em 2021, tornou-se mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, com a dissertação intitulada “Ivens Machado: desenhos”.
Daniel Jorge (1991) é artista visual cuja prática se constrói no entrelaçamento entre corpo, território e reminiscência. Criado entre as vielas do Rio de Janeiro e atualmente morando em Salvador, entende sua trajetória geográfica não apenas como biografia, mas como método de criação.
Trabalha com escultura, instalação, performance e desenho e parte do escambo como gesto central — uma tecnologia relacional que opera entre memória e história. Seus trabalhos incorporam as negociações entre materiais como pedra-sabão, ferro oxidado, couro curtido e madeira carbonizada, evocando ofícios populares e corpos invisibilizados pelo discurso oficial.
Jorge cria esculturas que convidam ao exercício da subjetividade pelo tensionamento de tempo e espaço, peso e movimento, matéria e relação, e que operam como bandeiras ou marcos simbólicos de novos imaginários periféricos e rurais.
Darks Miranda (1985) é artista visual e cineasta. Em seus trabalhos, que combinam vídeo, escultura, instalação e performance, utiliza a montagem como procedimento e linguagem e investiga o imaginário da ficção científica do século 20 para pensar a falência do projeto ocidental modernizante e suas noções de futuro e progresso. Atualmente, vive e trabalha no Rio de Janeiro, onde busca articular as relações fantasmagóricas entre paisagem, utopia, escombros e fantasia.
Participou de exposições em instituições como MAR — Museu de Arte do Rio, MAM — Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Tate Modern, Londres, Reino Unido e Centre Georges Pompidou, Paris, França. Fez parte também da 14ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, e foi uma das artistas premiadas pelo Prêmio PIPA 2025. Integrará também o 39º Panorama da Arte Brasileira, a ser realizado no MAM-SP, em 2026.
Entre suas principais exposições individuais estão Uma noite perigosa na ilha de Vulcano, Carpintaria/Fortes D’aloia e Gabriel, Rio de Janeiro (2022); Veneno, meu companheiro, Projeto Vênus, São Paulo (2023); Aurora violenta, Casa França Brasil, Rio de Janeiro (2024) e A prole, Sardenberg, São Paulo (2026).
Denilson Baniwa (1984) é amazônida de origem na nação Baniwa, e tem como base de trabalho a pesquisa sobre aparecimentos e desaparecimentos de indígenas na História Oficial do Brasil. Busca nas cosmologias indígenas e suas representações artísticas um possível método para compartilhar conhecimentos ancestrais e, ao mesmo tempo, procura criar um banco de dados dessas cosmologias, como modo de salvaguardá-las.
Desali (1983) é formado em artes plásticas pela Escola Guignard (UEMG). Participou das exposições: Historias Brasileiras, do MASP; Quilombo: vida, problemas e aspirações do negro, no INHOTIM; Brasil Futuro, no Museu Nacional da República, em Brasília; Enciclopédia Negra, na Pinacoteca de São Paulo; Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros, no Instituto Moreira Salles; Sertão, Panorama 36 no MAM SP; Bolsa Pampulha, no MAP; 32ª edição do Salão Arte Pará; Salão de Itajaí e Salão de Goiás. Além disso, participou também do ciclo de residência Pivô Pesquisa e possui obras na coleção Arte da Cidade, do Centro Cultural São Paulo – CCSP, e nos acervos do Museu de Arte da Pampulha – MAP, da Pinacoteca de São Paulo, e do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, MG.
Criador do Coletivo Piolho Nababo, está há dez anos em Belo Horizonte e transita por múltiplas linguagens, incluindo grafite, fotografia, vídeo e intervenção urbana. Promove o contato entre a margem e o centro, questionando as instituições artísticas tradicionais e seu colonialismo, e contaminando esses espaços com as ruas.
Diego Crux (1987) se define como “Quase-artista nascido e criado na borda, em Parada de Taipas, que hoje vive no centro e trampa com artes, entre outros, por diversos lugares. Neto de Rosa e Esmeraldo, é da cor que lembra a memória”. Pesquisa chamados íntimos e pessoais, experiências coletivas, representações e disputas das acepções de vitória e derrota para além de posições estanques. Usa variados meios em seus processos, como apropriação, fotografia, vídeo, design, samples visuais, palavra, etc. É membro da Irmandade Vilanismo.
Crux participou da 36ª Bienal de São Paulo (2025), Ecos Malês (2024), Dos Brasis (2023–2024), Edição #35 aarea (2021), If A Tree Falls In A Forest (2021), CHALE WOTE (2019), dos programas de residência e pesquisa do Pro Helvetia (2026), Goethe-Institut Bahia (2023), MAM Rio (2021) e Pivô Pesquisa (2020), e tem textos publicados pela Contemporary &, Revista Rosa e MAM Rio.
Elaine Arruda (1985) é artista visual e professora. Mulher lésbica, nortista e amazônida, tem uma trajetória fortemente marcada por ações colaborativas e interdisciplinares. Sua produção transita entre gravura, instalação e projetos de arte pública.
É mestre e doutora em artes pela ECA-USP e realizou parte do doutorado na Université Paris 8. Desde 2019 integra o corpo docente da Universidade Federal do Pará (UFPA), lecionando no curso de artes visuais.
Atualmente (2026) participa da exposição Quando o museu é rio, no Instituto Tomie Ohtake, mostra que integra o projeto Um rio não existe sozinho, realizado no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (2025). Nas duas exposições, a artista apresentou instalações relacionadas a sua arqueologia familiar e ao universo das águas, especialmente ao arquipélago do Marajó. Participou, como convidada, da 1° Bienal das Amazônias, Belém, que ocorreu em setembro de 2023 no CCBA.
Eneida Sanches (1962) mora e trabalha em São Paulo. Graduou-se em arquitetura e urbanismo pela UFBA, e fez cursos livres na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, além de ter estudado gravura em metal nas Oficinas do MAM Bahia. A partir de 2000, passa a apresentar obras relacionadas ao tema do Transe e a usar a gravura de forma expandida: objetos, instalações e projeções com videomapping.
Participou de exposições e passou por instituições como: XXIV Salão de Artes MAM Bahia; Festival Vídeo Brasil (SP); 3ª Bienal da Bahia; Estratégias do Feminino, Farol Santander; Bienal do Mercosul; Salão Anapolino de Artes Visuais; Centro Cultural São Paulo – CCSP; Modernistas Desde Aquí no Paço das Artes (SP); 37º Panorama da Arte Brasileira – MAM SP; Contemporary Center for Arts, Rockland, Estados Unidos; DOS BRASIS, Sesc Belenzinho; Direito à Forma, Galeria Fonte, Inhotim; Lélia Gonzalez, Sesc Vila Mariana; Mãos – 35 anos da Mão Afro Brasileira, MAM SP; Ancestral, CCBB em SP, BH, RJ e BA.
Erica Ferrari (1981) é artista visual e pesquisadora. Doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) e pela Universität der Künste Berlin (UdK). É mestre e bacharel pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Nos últimos anos, produziu objetos e instalações a partir de pesquisa em torno das relações entre espaço urbano, escultura e prática social.
Entre suas exposições individuais, destacam-se Estudo para monumento, Funarte, São Paulo (2017); Has always been dystopia, XPO Gallery, Enschede (2019); Memory-Lab Pavilion, Jester, Genk (2022); e Letter of time, The Mill, Vicksburg (2023). Ela também participou de exposições coletivas como InterAKTION, Sacrow House, Berlim (2015); 32ª Bienal de Artes Gráficas, Museu de Artes Gráficas, Liubliana (2017); Novas Efervescências, Espaço Cultural Porto Seguro, São Paulo (2019); 37º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna, São Paulo (2022/23).
Ferrari foi artista residente em diversas instituições, incluindo Sculpture Space em Nova York e Pivô em São Paulo. Recebeu prêmios como o LIAEP – Lighton International Artists Exchange Program (2020) e o Prêmio FUNARTE de Arte Contemporânea (2015). Suas obras estão em importantes acervos, como o Museu Nacional da República e o Museu de Arte do Rio de Janeiro.
Erika Verzutti (1971) vive entre São Paulo e a Europa. Em seu trabalho, exercita combinações livres entre elementos e estilos díspares. Seus materiais podem ser clássicos, como o bronze e a argila, ou mais caseiros, como o papier-mâché e o papelão. Muitas de suas esculturas fazem referência direta à natureza, por meio do uso de frutas e legumes moldados; enquanto outras demonstram atenção a assuntos do presente, por meio, por exemplo, de imagens de jornais e fenômenos da internet.
Suas exposições individuais incluem: The Life of Sculptures, LUMA, Arles, França (2024); Notizia, ICA Milano, Milão, Itália (2024); Hessel Museum – Bard College, Annandale-on-Hudson, Nova York (2023); Museo Experimental El Eco, Cidade do México (2023); MASP, São Paulo (2021); Nottingham Contemporary, Nottingham, Reino Unido (2021); Centre Pompidou, Paris (2019); e Pivô, São Paulo (2016). Entre as exposições institucionais estão: 57ª Bienal de Veneza (2017); 32ª Bienal de São Paulo (2016); 34º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2015); Carnegie International, Pittsburgh (2013); 9ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2013); e 11ª Bienal de Lyon (2011).
Suas obras integram coleções públicas como Tate Modern, Londres; Centre Georges Pompidou, Paris; Carnegie Museum of Art, Pittsburgh; Guggenheim Museum, Nova York; Coleção François Pinault, França; Inhotim, Brumadinho, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo e Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras.
Ernesto Neto (1964) produz esculturas e grandes instalações imersivas, utilizando técnicas artesanais como o crochê para compor estruturas flexíveis e interativas que ativam os nossos cinco sentidos, com a incorporação de elementos botânicos, ervas e especiarias. O artista tece membranas e peles, redes e invólucros que usam a gravidade e o equilíbrio como recursos de composição. Seus trabalhos mantêm sempre uma relação com a natureza, seja por meio de suas fisionomias biomórficas, seja no caráter interligado dos elementos que compõem seus espaços. Os ambientes plurissensoriais de Ernesto Neto são percorridos e habitados, formando locais de encontro, troca e reflexão. O público não é pressuposto como um grupo de observadores, mas acolhido como um coletivo de presenças e corpos ativos nas instalações.
Eustáquio Neves (1955) é um artista visual brasileiro, autodidata, graduado em química. Atualmente, vive em Diamantina, Minas Gerais.
Em 1989, Neves começa a pesquisar e desenvolver técnicas fotográficas alternativas e multidisciplinares, manipulando negativos e cópias. Além disso, realiza trabalhos em mídias eletrônicas, incluindo a sequência e o movimento. Fazem parte das suas linhas de interesse as temáticas relativas à identidade e à memória da cultura afrodescendente, de modo que realiza trabalhos de corte social e crítico, que possibilitam diversos níveis de leituras.
Boa parte da pesquisa de Neves vem de arquivos públicos ou pessoais, incluindo aqueles forjados pelo próprio artista. Ao abordar seus temas, não só se compromete a debater questões de racismo estrutural enraizadas no sistema, mas busca também resgatar e preservar memórias ancestrais de comunidades como os Arturos, além de suas próprias heranças familiares vivenciadas e adquiridas pela oralidade.
Felipe Barsuglia (1989) trabalha entre pintura, vídeo, instalação e qualquer outra coisa que faça sentido, ou não. Explorando a tensão entre euforia e exaustão, riso e pranto, sua obra transforma fragmentos do cotidiano em microcosmos culturais, misturando o sublime e o grotesco, o erudito e o popular.
Felipe Rezende é graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia. Seu trabalho se concentra principalmente no desenho e na pintura, também explorando as amplas possibilidades dessas linguagens para a produção de instalações, site-specifics, impressos, entre outros. Sua pesquisa reúne uma gama de interesses que vão desde cenas de seu cotidiano até referências extraídas da literatura, do cinema e outros elementos da cultura pop. Por meio da catalogação de imagens e dos materiais coletados em meio aos seus trânsitos e as relações que daí decorrem, Rezende constrói arranjos narrativos que operam entre imaginação e testemunho, ficção e realidade.
Suas exposições individuais incluem: Calendário, Casa de Cultura do Parque, São Paulo (2026); Arena, Galeria Leme, São Paulo (2025); e Sonho, queda livre, RV Cultura e Arte, Salvador. E entre as coletivas, estão: Estalo – 14ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2025); Afrobrasilidade, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel, FGV Arte Botafogo, Rio de Janeiro (2025); Los gestos del trabajo – BienalSur, Espacio Ente de Cultura, Argentina (2023); Encruzilhada, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador (2022), entre outras.
O seu trabalho integra coleções como: Museu de Arte Contemporânea da Bahia; Fundação Cultural Do Estado Da Bahia; Coleção de Arte da Cidade, Centro Cultural São Paulo; Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul.
Flora Rebollo (1983) é artista visual e vive em São Paulo. É graduada em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo e participou de um programa de intercâmbio na École des Beaux-Arts de Lyon, na França.
Em 2026, Rebollo participou de uma exposição coletiva na Andrew Kreps Gallery, Nova York, e atualmente desenvolve uma obra comissionada para o Instituto Bernardo Paz, Brasil. Entre suas exposições individuais recentes estão Ansiedade Cósmica, Galeria Sardenberg, São Paulo (2024), e O Primeiro Dia de Dadá, Quadra Galeria, Rio de Janeiro (2022). Entre as exposições coletivas selecionadas estão Mapa da Estrada: Novas Obras do Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo (2022); Projeto Hóspede: Flora Rebollo e Tarsila do Amaral, Museu Casa Ema Klabin (2022); e Rocambole, Kunsthalle Lissabon (2019) e Pivô (2018).
Em 2019, integrou o grupo de artistas latino-americanos da Art Dubai Residency, em Dubai, Emirados Árabes Unidos; em 2018, participou do programa de residência do Pivô, em São Paulo; e, em 2013, recebeu o prêmio do Centro Cultural Dannemann, por meio do qual realizou uma residência em Milão, na Itália. Seu trabalho integra coleções como a do Instituto Bernardo Paz e a da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Francisco Terra (1983) é artista multidisciplinar franco-brasileiro formado em moda.
Gabriel Branco (1997) é artista visual, nascido em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Trabalha principalmente com fotografia analógica e pintura, explorando temas ligados à vivência urbana nas periferias da cidade e a sua subjetividade. A produção do artista inicia-se com a fotografia de caráter autobiográfico que se baseia em elementos do cotidiano, como o baile funk, o comércio de rua e a arquitetura popular, transformando referências culturais em um vocabulário artístico que propõe a valorização das diversas experiências que a periferia possui. O trabalho autodidata de Gabriel Branco torna-se testemunho do que é vivenciado pelo artista.
Sua experiência como assistente no ateliê do pintor Paulo Monteiro o iniciou na técnica da pintura, onde o desenvolvimento da sua expressão subjetiva tomou forma e cor. A partir, principalmente, da técnica de velatura — processo de adicionar luz à pintura, com a retirada de tinta da tela — Gabriel Branco constrói, com gradações de cor e forma, imagens abstratas que suspendem o olhar. Enquanto sua fotografia capta o que está ao redor, sua pintura é a resposta que externaliza seu íntimo.
Entre as suas exposições individuais, destaca-se Gabriel Branco: A luz sem nome, Galatea, Salvador (2026); e entre as coletivas: Nova York / São Paulo, Galeria Kevin Kramer, Nova York, Estados Unidos (2025); Fartura, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2025); Six Artists, Mendes Wood DM, Nova York, Estados Unidos (2023); Ar Livre, Centro Universitário Maria Antonia (USP), São Paulo (2023). Em 2026, o artista também foi premiado durante a SP-Arte com o Sauer Art Prize.
Gerimias Mendes (1951) é fotógrafo, ator e cofundador do Bando de Teatro Olodum, com trajetória focada no registro documental da cultura negra e do teatro amador baiano. Sua contribuição fundamental ao Zumví Arquivo Afro Fotográfico foi a doação de seu acervo histórico, o que levou à sua seleção para a 35ª Bienal de São Paulo, em 2023. Hoje, sua obra projeta a memória afro-brasileira em acervos globais como o do Art Institute of Chicago e da Universidade do Texas.
Gokula Stoffel (1988) vive e trabalha em São Paulo. Suas obras nascem da atenção ao seu entorno. A familiaridade com seus materiais é fornecida pelo contexto em que produz, e seus trabalhos são informados e alimentados pelo encontro e pela troca. A artista incorpora tecidos que ganhou de presente, ramos de lavanda colhidos nas imediações de seu ateliê, exercícios diários quase meditativos, conversas com amigos e conhecidos. Usa as mãos em um trabalho, pincel e linha de costura em outros, descobrindo uma ordem subjacente às suas obras, escorada não na fidelidade a uma técnica e sua execução límpida, mas numa prática sinuosa, que incorpora o acaso e as propriedades inerentes da matéria.
Suas exposições individuais incluem Um lugar para a cabeça, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo (2025); Thinking Hands, François Ghebaly, Nova York (2024); e The Moon Between My Teeth, Elizabeth Xi Bauer, London (2023). Entre as suas exposições coletivas estão Corpos Terrestres, Corpos Celestes, Galatea Salvador, Salvador; Nunca só essa mente, nunca só esse mundo, Carpintaria, Rio de Janeiro (2023); e Individuation as an Instrument of Abstraction, Kunstverein, Berlin (2016).
Paulo Monteiro (1961) vive e trabalha em São Paulo. O artista desenvolve sua reconciliação contínua com as formas duais da pintura e da escultura explorando constantemente as margens e os limites da forma. Desse modo, utiliza o espaço negativo como um meio, fazendo com que as pinturas pareçam esculturas e as esculturas pareçam pinturas.
Seu trabalho integra inúmeras coleções, incluindo The Museum of Modern Art — MoMA, Nova York; Museu de Arte Moderna de São Paulo — MAM-SP, São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo; Museu de Arte Contemporânea de São Paulo — MAC-SP, São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro — MAM-RJ, Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea de Niterói — MAC-Niterói, Niterói; e Start Museum, Xangai.
Guga Szabzon (1987) é artista e educadora. Em sua pesquisa, explora o feltro como suporte para a costura, tecendo imagens num processo dialógico entre técnica e gestualidade no qual a espontaneidade do traço responde à velocidade da máquina. Em suas obras recentes, que se materializam em diferentes dimensões, as linhas marcam a superfície do feltro impetuosamente, formando composições vibrantes de cores e movimentos ou se assemelhando a paisagens, mapas e estudos cartográficos. Também fazem parte de sua prática, desenhos e anotações da artista, que coleta escritas poéticas, palavras e outros fragmentos do cotidiano advindos da observação atenta do mundo, tão importantes em seu processo quanto a rotina de ateliê.
Entre suas exposições individuais, estão Triz, Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo (2025); Tremor, Millan, São Paulo (2023); No todo trayecto es recto, Travesía Cuatro, Guadalajara, México (2023); e Tudo que criamos passa a existir, Sesc Ipiranga, São Paulo (2019). Das coletivas nas quais participou, destacam-se Constelação em trânsito: uma escuta cartográfica, Galpão da Lapa, São Paulo (2025); I opened the curtain to see what lays behind, carlier | gebauer, Berlim, Alemanha (2024); A vastidão dos mapas, Palacete das Artes, Salvador, Brasil (2018); Hóspede, Fundação Ema Klabin, São Paulo, Brasil (2018). Em 2018, Szabzon foi uma das artistas que realizou a ativação de obras na 33ª Bienal de São Paulo. Além disso, participou de diversos programas de residência artística, entre eles A Ilha, Lisboa, Portugal (2016); Instituto Acaia, São Paulo, Brasil (2014); e Brasil goes Berlin, Alemanha (2010). Integrou em 2009 o Projeto Tripé no SESC Pompéia, e, em 2012, o Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo – CCSP. Sua obra integra o acervo do Museu de Arte do Rio – MAR, Brasil.
Artista do povo wapichana, Gustavo Caboco (1989) desenvolve uma produção que transita entre as artes visuais, o cinema e a literatura. Em sua obra, encontramos dispositivos para reflexão sobre os deslocamentos dos corpos indígenas, os processos de valorização das culturas indígenas e o direito à memória. Parte importante de suas proposições acontece em espaços educativos, como escolas, universidades, centros culturais, comunidades indígenas e quilombolas. Desenvolve pesquisa autônoma em acervos e arquivos museológicos como forma de contraposição às narrativas hegemônicas da colonialidade.
Em 2001 fez o seu primeiro “retorno à terra” Wapichana. Além de ser autor publicado, participou de diversas exposições nacionais e internacionais, entre as quais a 34ª Bienal de São Paulo (2021), e assinou a curadoria do Pavilhão Hãhãwpuá na Bienal de Veneza de 2024 ao lado de Denilson Baniwa e Arissana Pataxó.
Gustavo Silvamaral (1995) vive e trabalha em São Paulo. Seu percurso artístico começou na exploração da impermanência dos materiais que, alinhada cada vez mais à união da pintura com a escultura, resultou em imagens de tridimensionalidade pulsante.
Inspirado pela pintura brasileira e norte-americana dos anos 80, por videoclipes, histórias cotidianas e uma radicalidade formal, seu trabalho navega pelas fronteiras entre o efêmero e o eterno, o sensual e o rigoroso. Em suas criações, a abstração e a figuração se encontram sem constrangimento, como pensamentos contínuos sobre cor, composição e tempo, onde a pintura não se restringe à imagem ou ao objeto, mas caminha por uma estrada infinitamente livre.
Hal Wildson (1991) é artista multimídia e poeta, nascido no Vale do Araguaia, território-limite entre Goiás e Mato Grosso, região marcada por disputas de terra, memória e poder. Vive e trabalha em São Paulo.
Sua obra parte da experiência vivida no sertão do Centro-Oeste, atravessada por uma herança familiar mestiça, marginalizada e profundamente conectada às contradições da história nacional. Hal investiga arquivos, documentos, objetos e símbolos da construção do Brasil, tensionando narrativas oficiais e resgatando fragmentos de histórias silenciadas. Em sua poética visual, o artista revisita imagens e gestos fundadores do imaginário latino-americano, revelando as marcas do esquecimento forjado pelo colonialismo, pelo coronelismo e pelo extrativismo às margens do Rio Araguaia.
O artista parte da ideia de “reflorestamento do imaginário” para “reivindicar o futuro através das sementes que plantamos no passado”. Ao investigar o conceito e a origem da Utopia Brasileira, mergulha em uma pesquisa documental, elaborando uma imagem que mescla o documental e o ficcional para abordar questões contemporâneas e refletir sobre como narramos e registramos a história. As questões do seu lugar de origem são essenciais para entender a pesquisa de Wildson, que acredita que olhar para as histórias esquecidas do país é também curar feridas abertas de uma família marcada pela violência e pelo abandono do Estado.
Heloísa Franco (1997) é bacharel em artes visuais pela FAAP (2018), e vive e trabalha em São Paulo. Desde 2020, tem explorado formas de fazer aparecer pela retirada de tinta. Interessa-se por imagens que moram na mão, que não são capturadas ou estabilizadas pelo olho e que habitam o subterrâneo, entre abstração, figuração e deformação. Em 2022, apresentou sua primeira individual Gênero: paisagem no Lanterna Mágica, do Projeto Vênus, em São Paulo.
Iagor Peres (1995) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Em suas esculturas e instalações, é guiado pelo desejo de transformar a noção de “coisa” por meio de um processo de recategorização da matéria. Com base nas relações estabelecidas entre a obra, o ambiente expositivo e o público, Peres presta atenção à gama de reações entre a matéria e as condições de umidade, temperatura e significado que a afetam. Essas configurações materiais refletem o questionamento do artista sobre os mecanismos produtores de diferença do pensamento branco-ocidental que afetam a existência racializada. Sua experiência na dança também se reflete na ênfase dada ao corpo e a suas dinâmicas de aparição e retirada no espaço.
iahra (1993) trabalha com diferentes materiais-invólucro, buscando a forma a partir da experimentação, de processos e de abstrações. Desenvolve sua prática-pesquisa com base em uma poética topológica e em sua relação transdisciplinar com elementos que evocam envolvência, revestimento e tramas — tecido, papel, ráfia, concreto e vidro. Suas obras evidenciam tensões e conflitos entre matéria, forma, texturas e planos cromáticos, atravessadas por conceitos metafísicos e cósmicos.
Iniciou seus estudos em cursos livres na Escola de Artes Spectaculu e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É técnica em design de moda pela Anhanguera e graduanda em escultura na Escola de Belas Artes da UFRJ. Foi artista residente na Elã, residência formativa no Galpão Bela Maré (2022), e no programa de residência do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2020). Participou das coletivas Vida transbordante e os desejos do mundo, Solar dos Abacaxis (2023) e Histórias LGBTQIP+, MASP (2021), além de realizar sua individual na 33ª edição do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2024).
Iran do Espírito Santo (1963) vive e trabalha em São Paulo desde 1981 e graduou-se em artes plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) em 1986. Seu trabalho consiste em desenhos, pinturas murais, instalações e esculturas.
Participou das 48ª e 52ª edições da Bienal de Veneza, das 19ª e 28ª edições da Bienal Internacional de São Paulo e da 6ª Bienal de Istambul. Entre as exposições coletivas, destacam-se Present Tense: Nine Artists in the Nineties, no San Francisco Museum of Modern Art, Troposphere, no Beijing Minsheng Art Museum e Chosen Memories – Contemporary Latin American Art from the Patricia Phelps de Cisneros Gift and Beyond, no MoMA. Realizou exposições individuais no Museo Nazionale delle Arti del XXI Secolo, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Irish Museum of Modern Art.
Suas obras integram coleções de instituições como Instituto Inhotim, Brumadinho; Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP, São Paulo; Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM-SP, São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo; Museo Reina Sofía, Madri, Espanha; Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – Malba, Buenos Aires, Argentina; Museu d’Art Contemporani de Barcelona – MACBA, Barcelona, Espanha; Museum of Modern Art – MoMA, Nova York, Estados Unidos; San Francisco Museum of Modern Art – SFMOMA, São Francisco, Estados Unidos; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; Thyssen-Bornemisza Contemporary Art Foundation – TBA21, Viena, Áustria, entre outras.
É representado pelas galerias Fortes D’Aloia & Gabriel (São Paulo e Rio de Janeiro), Ingleby Gallery (Edimburgo), Galería Senda (Barcelona) e Mazzoleni (Turim, Milão e Londres).
Isabela Seifarth (1989) é artista visual e trabalha sobretudo criando narrativas transmitidas através da pintura. Sua pesquisa permeia o universo das tradições da Bahia e do Recôncavo Baiano, incluindo seus acervos materiais e imateriais, e aproximando os elementos da cultura popular e seus lugares.
Participou de exposições coletivas no MAM-Bahia, Museu Afrobrasileiro UFBA, Casa do Benin, Solar Ferrão e MAC-Bahia – no acervo do qual tem duas obras. Fez parte também da residência Fluxos: acervos do Atlântico Sul, com participação na 30ª Bienal de Dakar (DAKART), Senegal (2022). Começou a atuar como muralista na cidade de Salvador com o painel Salvem as Matas, Salve à Cabocla! (2021), parte do Projeto Mural, e realizou recentemente um grande painel no bairro do Curuzu com o projeto Tem arte nas ruas. Participou como artista dos eventos SSA Mapping (2018, 2023 e 2024) – tendo o vídeo Feira Livre premiado em 2018 – e Bumba-meu-mapping, São Luís do Maranhão (2025).
Jamires Martins (1997) é artista nascida e residente em Teresina, Piauí. O foco de sua produção está em pautas que atravessam a água e o território da rua, e em imagens do inconsciente particular e da memória coletiva acerca desses espaços. Desenvolve pinturas e ilustrações com barros e materiais diversos.
Janaina Wagner (1989) trabalha com cinema, desenho e instalações, combinando referências da história da arte, do cinema e da literatura. Utilizando a ficção para discutir as relações de limite e controle que os seres humanos estabelecem com o ambiente ao seu redor, sua obra apresenta uma compreensão crítica sobre como as noções de progresso e legado são articuladas por meio de uma constelação de relatos, fatos, mitos, imagens e memórias.
Bacharel tanto em artes plásticas quanto em jornalismo, e professora de vídeo no ensino fundamental, Janaina desenvolve seu trabalho plástico em um processo de découpage, entrelaçando o real e o imaginário e produzindo uma colagem de fragmentos de diversas narrativas.
Seu trabalho faz parte de importantes coleções, como KADIST, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Instituto Inhotim, Galeria Municipal do Porto e coleção moraes-barbosa.
Atualmente cursa doutorado no Le Fresnoy-Studio national des arts contemporains, na França, e está desenvolvendo seu primeiro longa-metragem, o documentário experimental The Bag of the Night.
João do Nascimento (1995) é um artista baiano que usa o autorretrato como fabulação do corpo em sua totalidade. Sendo ele corpo-social-espiritual-material, sua criação de híbridos é a impressão de cópias desfragmentadas em desgaste, estruturadas por mecanismos, partes e pontiagudos, corpos minerais com partes feitas de território. É uma formação na tentativa de esculpir através da junção desses membros.
Como indivíduo, sempre um dispositivo híbrido, uma fusão de corpos histórico-sociais e fisiológicos, o artista mergulha na criação de seus híbridos como um processo primordialmente condicionado pelo trabalho, diáspora, tempo e território. Na cosmologia africana, os seres híbridos são às vezes mensagem, às vezes divindade, ancestral, metáfora; símbolos que sobrevivem à diáspora, que estão presentes nas religiões matriciais e na cultura afro-brasileira, fontes das quais do Nascimento bebe. O artista usa a força da alegoria como processo de morfar seu corpo em diversas materialidades, pele, minério, máquina, arma, concreto.
Julia Kater (1980) é formada em Fotografia pela ESPM (2004) e em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2003). Sua prática atravessa a fotografia, a colagem e o vídeo. Na fotografia, parte do entendimento de que toda imagem é, por definição, um fragmento: um enquadramento que recorta e isola parte da cena. Em sua obra, a imagem não é apenas o registro de um instante, mas o resultado de um deslocamento, algo que se desfaz e se recompõe no mesmo gesto.
Em 2025, foi artista residente na Cité Internationale des Arts, Paris. Entre suas exposições individuais destacam-se Duplo (2026), na Simões de Assis, São Paulo; Quase um (2021), na Simões de Assis, São Paulo; Breu (2018), no Museu Oscar Niemeyer — MON, Curitiba; Acordo (2017), no Palazzo Rossini, GAA Foundation, Veneza; Da banalidade: vol. 1 (2016), no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo; No lugar que chegamos (2016), no Museu de Arte Contemporânea de Jataí, Goiás; e Como se fosse (2014), na Caixa Cultural, Brasília. Participou de exposições coletivas e festivais internacionais como Chicago Underground Film Festival (2021), nos Estados Unidos; Lichter Film Festival (2021), na Alemanha; Anthology Film Archives (2018), em Nova York; Rencontres Internationales Paris/Berlin – New Cinema and Contemporary Art (2017), na França e Alemanha; Bienal de Assunção (2015), no Paraguai; PhotoEspaña (2015), em Portugal; Frestas – Trienal de Artes (2014), no SESC Sorocaba; e About Change (2011), no World Bank, Washington.
Sua obra integra coleções como o Museu de Arte do Rio — MAR, o Museu Oscar Niemeyer — MON, a Fundação Luis Seoane, na Espanha; a Fundação PLMJ, em Portugal; e o Museu de Arte de Ribeirão Preto — MARP. Vive e trabalha em São Paulo, onde é representada pela Simões de Assis.
Juliana dos Santos (1987) é doutora em artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Apresenta atualmente a individual Temporã na Pinacoteca de São Paulo e integra a 36ª Bienal de São Paulo. Participou do Programa Público de Residência Artística no Sertão Negro, realizado pela 35ª Bienal de São Paulo (2023). Em 2018, como artista residente, lecionou no Departamento de Pintura Contextual da Academia de Belas Artes de Viena, Áustria.
Juliana Frontin (1990) vive e trabalha em São Paulo, e é artista e mestre em poéticas visuais pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Frontin explora o som em suas diversas dimensões e extensões no tempo-espaço. Seus trabalhos tratam da contenção do som e, ao mesmo tempo, dos seus transbordamentos, do volume no espaço e da sua materialidade e possibilidades escultóricas e visuais. Suas especulações sobre a repetição, o espaço negativo e a forma sonora se desdobram em esculturas, instalações e apresentações sonoras.
A prática de Frontin investiga como o som não apenas ocupa o espaço, mas o define e transforma. A relação entre pintura e objeto é central para ela, de modo que o som é tratado como algo físico, sujeito à contenção e expansão. A ideia do espaço parcial e a tensão entre presença e ausência são recorrentes, assim como o equilíbrio entre o visível e o invisível, o audível e o inaudível. Ao olhar para o som como algo aprisionável no tempo-espaço, Frontin desafia a noção de efemeridade sonora, criando experiências que envolvem corpo, arquitetura e silêncio.
Juno B (1982) é artista transdisciplinar radicado em São Paulo. Sua prática transita entre ficções e mutações transespecíficas em diálogo com paisagens adaptativas pós-industriais, desafiando noções sobre o fator humano nesses contextos. Por meio de vídeo, fotografia, objetos escultóricos e instalações imersivas, seu trabalho propõe sínteses conceituais e visuais a partir de gestos de fabulação e magia. Rasgado, sobreposto ou torcido, seu trabalho adquire novas camadas de leitura, como um corpo que se recusa a ser reduzido a uma única função.
Em 2024/2025, foi um dos artistas selecionados para o 38º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Participou de exposições coletivas na KADIST, FMAC – Collection d’art contemporain de la Ville de Genève , e Pinacoteca de São Paulo, Pinacoteca do Ceará, entre outros. Em 2023, foi selecionado para o programa “Contra flecha arqueia mas não quebra” na Almeida & Dale. Integrou o Programa de 2021 do Pivô Pesquisa, recebeu indicação ao Prêmio Pipa 2022 e foi um dos vencedores do programa 100 Artists, organizado pela Artlink e Sudkulturfonds, em 2022. Esteve em residências artísticas no Brasil, Bolívia e Suíça.
Karim Aïnouz (1966) é um cineasta, roteirista e artista visual premiado. Seu longa mais recente, Motel Destino, foi selecionado para a competição oficial do Festival de Cannes (2024). Antes, apresentou Firebrand (2023) e Marinheiro das montanhas (2021) também em Cannes, além de A vida invisível (2019), vencedor da mostra Un Certain Regard.
No Festival de Berlim, estreou Nardjes A. (2020) e Aeroporto Central THF (2018), este último premiado com o Prêmio Anistia Internacional. Seu longa Praia do Futuro (2014) foi exibido na competição da Berlinale, e O céu de Suely (2006) e Madame Satã (2002) tiveram destaque em Veneza e Cannes, consolidando sua carreira internacional.
Além do cinema, realizou documentários e instalações exibidos em instituições como o Whitney Museum, Nova York, Bienal de São Paulo, Bienal de Sharjah e Videobrasil. É coautor de Abril despedaçado (Walter Salles), Cinema, aspirinas e urubus (Marcelo Gomes) e Cidade Baixa (Sérgio Machado).
Formado em arquitetura pela UnB, com mestrado em estudos cinematográficos pela NYU e formação no Whitney Museum Independent Study Program, Aïnouz já lecionou em instituições como Princeton, MIT, NYU e San Francisco Art Institute. Foi também jurado e mentor em festivais e laboratórios internacionais, incluindo Sundance e o CENA 15 (Porto Iracema das Artes), onde atua desde 2013 apoiando novas gerações de cineastas brasileiros.
Kelton Campos Fausto (1996) vive e trabalha no Sul Global. É artista multidisciplinar e não binárie, residente e fundador da plataforma e coletivo BRASILÂNDIA.CO. Produz e cria imagens que transitam pelas linguagens do vídeo, pintura, cerâmica e performance. Atualmente, se interessa pela construção plástica da concepção equivocada da diáspora brasileira, arquitetando lugares e cenas espirituais que propõem espaços de vida, baseados em outras formas de apreender a realidade e o corpo.
Laura Lima (1971) vive e trabalha no Rio de Janeiro, onde estudou artes na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e se formou em filosofia e ciência humanas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1997).
Uma das artistas contemporâneas de maior destaque em atuação no Brasil, foi a primeira a ter obras compradas por um museu brasileiro na categoria performance (sic), o Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2000. Sempre escapando de classificações, as obras de Laura Lima, ou “imagens”, como ela as descreve, “não são performance, nem instalação, nem cinema”, mas sim tentativas de ligar visualmente, na realidade concreta, um glossário pessoal que a artista vem desenvolvendo ao longo de mais de trinta anos de carreira.
Laura Lima recebeu o prêmio BACA (Bonnefanten Award for Contemporary Arts), em 2014, na Holanda, e, em 2007, o prêmio Marcantonio Vilaça. Já apresentou exposições individuais em diversos locais ao redor do mundo, com destaque para The Drawing Drawing (2026) no Institute of Contemporary Arts, em Londres; Balé Literal no Museu d’Art Contemporani de Barcelona (MACBA), em 2023, e n’A Gentil Carioca, em 2019; e Cavalo Come Rei (2018), na Fondazione Prada.
Suas obras também fazem parte de coleções, como o Instituto Inhotim e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Brasil; a Fondazione Prada, em Milão; a Bonniers Konsthall, em Estocolmo; o Migros Museum für Gegenwartskunst, em Zurique; a Zabludowicz Collection, em Londres; e o Bonnefantenmuseum, na Holanda, entre outras.
Laura Vinci (1962) formou-se em artes plásticas na FAAP e fez mestrado na Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP). Entre as exposições de que participou, estão: Estados, CCBB São Paulo (2002); 26ª Bienal Internacional de São Paulo (2004); A máquina do mundo: Arte e indústria no Brasil 1901-2021, Pinacoteca do Estado de São Paulo (2021); El Dorado, Fundación PROA, Argentina e El Dorado: Myths of Gold, Americas Society, Nova York (2023); Arte na Moda, MASP, São Paulo (2024), entre outras.
A artista também explora o universo do teatro, tendo atuado como cenógrafa e diretora de arte em peças como Cacilda!, Teatro Oficina (1998); A última palavra é a penúltima 2.0, Teatro da Vertigem (2014); Máquinas do Mundo, projeto coletivo desenvolvido pelo Mundana Companhia, no Sesc Pinheiros, Galeria Nara Roesler e FLIP (2018/19); e O Canto de Maldoror, de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska, Theatro Municipal de São Paulo (2024).
Em 2023, publicou o livro Teatro das matérias, pela Nara Livros. Em 2025, organizou a exposição coletiva Cosmos – outras cartografias, na galeria Nara Roesler, e apresentou uma reunião de trabalhos na exposição Fluxos, com curadoria de Agnaldo Farias, no Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia – MuBE, São Paulo.
Lázaro Roberto, o Lente Negra, iniciou sua trajetória na fotografia nos anos 1970 e cofundou o Zumví Arquivo Afro Fotográfico em 1990. Produziu as exposições O negro e o seu trabalho na feira de água de meninos a São Joaquim (1992-95) e Memórias de Resistências Negras (2018-21), registrando ativamente o cotidiano dos afrodescendentes em Salvador. Participou de festivais de imagem e de fotografia no Valongo (2018), em Porto Alegre (2019) e em Paranapiacaba (2025). Exposições coletivas históricas incluem: Carolina Maria de Jesus (2021), Um Defeito de Cor (2022), Dos Brasis (2023), Project a Black Planet: The Art and Culture of Panafrica (2024). Foi selecionado para a 35ª Bienal de São Paulo (2023) com Zumví. Sua obra hoje integra acervos globais como os do Art Institute of Chicago e da Universidade do Texas.
Lenora de Barros (1953) é artista visual e poeta. Formada em linguística pela USP, iniciou sua trajetória artística na década de 70, no campo da poesia visual, em diálogo com a poesia concreta. Em 1983, publicou o livro Onde se vê e participou da 17ª Bienal de São Paulo com poemas visuais em videotexto. Desde então, desenvolve uma poética experimental que transita entre vídeo, performance, fotografia, instalação sonora e objetos.
Participou da 59ª Bienal de Veneza (2022) e expôs em instituições como a Pinacoteca de São Paulo, MAM-SP, Kunstmuseum Bern, Hammer Museum e Museo Reina Sofía. Sua obra integra coleções no Brasil e no exterior.
Camila Sposati (1972) possui mestrado em belas artes pela Goldsmiths College e atualmente cursa doutorado na Academia de Artes Visuais de Viena. Seus trabalhos investigam processos de transformação e de energia, utilizando métodos que se aproximam da pesquisa científica e examinando processos em escala microscópica e global. Em sua prática, Sposati justapõe processos materiais e históricos para desafiar o tempo oficial e seus significados.
A pesquisa de Sposati a levou à Amazônia, ao sertão nordestino, ao Turcomenistão, ao Uzbequistão, ao Reino Unido, à França, à Holanda e ao Japão. Já expôs em mostras e espaços como Pivô Arte e Pesquisa (2019), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2013, 2017), 10ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2015), Eleven Rivington Gallery, Nova York (2013), Kunsthalle Wien (2021) e Panorama da Arte Brasileira (2022). Ela é representada pela Lombardi—Kargl.
León Ferrari (1920) formou-se em engenharia, mas iniciou sua carreira artística na Itália em 1952, experimentando com cerâmica, madeira e desenhos abstratos. Na década de 1960, sua obra assumiu um forte caráter político, e em 1964 criou Cuadro escrito, marco da arte conceitual. No ano seguinte, realizou La civilización occidental y cristiana — um Cristo crucificado sobre um bombardeiro americano —, peça que foi censurada e inaugurou uma série de exposições de protesto político, como Tucumán arde (1968). Em 1967, publicou a colagem literária Palabras ajenas.
Com o golpe militar de 1976, reuniu notícias sobre a repressão na série Nosotros no sabíamos e exilou-se em São Paulo, quando seu filho Ariel foi desaparecido pela ditadura argentina. No Brasil, Ferrari explorou novas mídias como arte postal, heliografias e esculturas musicais. Nos anos 1980 e 1990, retornou aos temas político-religiosos com colagens erótico-católicas (Relectura de la Biblia) e instalações polêmicas com fezes de aves que criticavam o Juicio Final. Retornou definitivamente a Buenos Aires em 1991. Ilustrou a reedição do relatório Nunca más (1995) e fundou o CIHABAPAI, enviando cartas ao Papa pedindo a anulação do Inferno. Em 2004, sua retrospectiva no Centro Cultural Recoleta gerou protestos violentos da Igreja e um dos maiores debates jurídicos e públicos da história da arte argentina. Em 2007, recebeu o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, o prêmio mais importante de sua carreira. Faleceu em Buenos Aires em 2013, aos 92 anos.
Leticia Ramos (1976) explora os limites da produção e da exegese da imagem analógica por meio de trabalhos de fotografia e filme — que também se desdobram em instalações, objetos, publicações e performance. Sua prática se direciona para as interseções estéticas entre o documental e o ficcional, se exercitando entre paisagens naturais e imaginárias, entre os discursos de registros históricos e os das figuras inventadas; e explorando a relação entre memória gráfica e a natureza do abstrato e do espectral.
Ao tomar como ponto de partida rigorosos processos técnicos e formais, a artista emula aspectos de expedições científicas, mas tão somente para nos conduzir por objetos e temas ambíguos e atemporais. Nesse sentido, constrói inventivos aparatos fotográficos — como câmeras, maquetes e cenários — para pensar o uso desses suportes como elementos de especulação, representação e confecção de terrenos geográficos e poéticos.
Lidia Lisbôa (1970) vive e trabalha em São Paulo. Sua prática se desenvolve em suportes distintos, sobretudo a escultura, o crochê, em performances e em desenhos. Sua pesquisa tem a tessitura de biografias como eixo fundamental, percorrendo os polos da paisagem, do corpo e da memória ao utilizar materiais nos quais se imprimem o gesto e a mão da artista. Resultado de uma prática artística constante que se mistura à vida, na obra de Lisbôa, a costura e a criação de narrativas se colocam como exercício de construção subjetiva e, portanto, de cura e ressignificação.
Lisbôa integrou a 36ª Bienal de São Paulo (2025) e realizou exposições individuais na Millan, São Paulo (2024; 2022); Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro (2024); e Sesc Pompeia, São Paulo (2023). Também participou do 37º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM, São Paulo (2022); e da 13ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2022). Tem obras em coleções de instituições como ISLAA, Nova York, Estados Unidos; El Museo del Barrio, Nova York, Estados Unidos; Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS, Porto Alegre; Sesc São Paulo; Princeton University Art Museum, Princeton, Estados Unidos; e Pinacoteca de São Paulo.
Lucas Dupin (1985) tem no diálogo com os contextos em que trabalha o ponto de partida para suas pesquisas, voltando-se frequentemente para o universo do livro, da natureza e da transitoriedade do cotidiano. Seus trabalhos recentes exploram a materialidade do livro e seus modos de produção como base para obras em diferentes linguagens, tensionando modelos hegemônicos de conhecimento estruturados na racionalidade da palavra escrita e na hierarquização dos saberes.
Suas exposições mais recentes incluem Na soma infinita dos possíveis, Galeria Lume (2025); A parte pelo todo, Centro Cultural TCU (2023); Bibliofágica, deCurators (2024); Tempo-revés, Casa Firjan (2023); e a 13ª Bienal do Mercosul (2022). Participou também de importantes programas de residência artística, como Pivô, São Paulo (2019); 6º Bolsa Pampulha, Belo Horizonte (2016); FAAP, São Paulo (2017); FUNDAJ, Recife (2015); e Banff Centre, Canadá (2011). Em 2022, lançou seu primeiro livro monográfico, A parte pelo todo, reunindo uma seleção de trabalhos produzidos a partir de 2007 e textos escritos pelos curadores Cauê Alves e Élise Girardot. O artista é representado no Brasil pela Galeria Lume (São Paulo) e pela Galeria Murilo Castro (Belo Horizonte).
Luciana Maas (1984) é artista visual há mais de vinte anos. Seu trabalho tem como tema o encontro visual com o inesperado – no próprio movimento de pintar, em tentativas de capturar a metamorfose do plano pictórico nele mesmo. Cada obra sua possui singularidades e demanda um longo processo para lograr seu resultado: que pareça inacabado, ainda em transformação.
Participou de diversas exposições coletivas, entre elas No Body Yet, na galeria Simone Subal, Nova York (2023); Obra em Processo. Olhar Impertinente, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MACUSP (2004); Diante do desconhecido: o Outro, na Galeria de Arte Solar, Rio de Janeiro (2017); e Palafitas (2022) no Projeto Vênus. Em abril de 2024 inaugurou sua primeira exposição individual em uma instituição na Fundação Iberê Camargo, intitulada Balanço, apresentava trabalhos dos últimos quinze anos de produção e teve curadoria de José Augusto Ribeiro.
Sua obra também pode ser encontrada nas coleções Fundação Iberê e Instituto Paz.
Luiza Crosman (1987) vive e trabalha em São Paulo. Artista e escritora, seu trabalho transita entre desenho, instalação, design especulativo, educação e dinâmicas institucionais, com especial interesse em metodologias infraestruturais. Explora os feedbacks entre formas de organização humana, novas tecnologias e sistemas globais e planetários.
Foi pesquisadora no Strelka Institute – The Terraforming, Moscou, Rússia (2020). Entre suas exposições e projetos destacam-se: Ool – programa educativo para a CASA-ESCOLA, Casa do Povo, São Paulo (2021); Open Ended Encounters, aarea (2020); Open Skies, WIELS, Bruxelas (2019); e Afinidades afetivas, 33ª Bienal de São Paulo (2018). Seus textos estão publicados em inglês e português em publicações como Passepartout Journal, TANK, Strelka Mag, Arts of the Working Class, revista poiesis.
Lyz Parayzo (1994) é uma artista e pesquisadora baseada em Paris, França. Seu trabalho autobiográfico reinterpreta a tradição artística modernista brasileira a partir das lentes de gênero, identidade e política. Centrada em “objetos mágicos” moldados a partir do metal — material que simboliza a exploração industrial — sua prática, que abrange escultura, performance e instalação, explora temas como poder, violência e desejo, ao mesmo tempo em que propõe novos rituais de cura.
Parayzo é mestre pela École nationale supérieure des Beaux-Arts de Paris (2022) e atualmente cursa o Diplôme Interuniversitaire Arts, Technologie, Création (DIU ArTeC+) na Université Paris 8 (2024–2025).
Seu trabalho já foi apresentado em exposições como 17ª Bienal de Lyon, França (2024); 60ª Bienal de Veneza, Itália (2024), em colaboração com Guerreiro do Divino Amor para o Pavilhão Suíço; Histórias da Diversidade LGBTQIA+ no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP (2024); a instalação pública Tempête Magique para a L’EXPO 100% na La Villette, Paris, França (2024); e Dissident Practices no John Jay College, Nova York, Estados Unidos (2023). Entre suas participações de destaque estão também Histórias Feministas no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP (2019), Histórias da Sexualidade no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP (2017), Entre Esculturas e Objetos, Capítulo II no Museu de Arte Contemporânea de Niterói – MAC Niterói (2024), e Mulheres no Acervo no Museu de Arte do Rio – MAR (2018).
As obras de Parayzo integram importantes coleções, incluindo o Museu de Arte Contemporânea de Lyon – MAC Lyon, França; a Pinacoteca de São Paulo; o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP; o Museu de Arte do Rio – MAR; e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói – MAC Niterói.
Maíra Dietrich (1988) é bacharel em artes plásticas pelo CEART-UDESC e mestre em fine arts pela KASK School of Arts. Trabalha a linguagem como fenômeno corporal através de colagem, instalação e performance.
Entre suas exposições individuais, estão: CENA-SINTAXE, GDA; Escrever sobre Ler, Auroras; Visão Periférica, Paço das Artes; e Spelling P on 019, Ghent. Nas exposições coletivas, destacam-se: 2045, Palais de Beaux-Arts, Paris; Cultivo, Galeria Marli Matsumoto; Rosa Rosa Rosae Rosae, Maison Pilgrims, Bruxelas; Biblioteca Floresta, SESC Belenzinho; e L’intolérable ligne droite, Galerie Art & Essai, Rennes.
Marcela Cantuária (1991) é uma artista cuja prática se baseia na construção de narrativas visuais que recuperam histórias de resistência, especialmente aquelas protagonizadas por mulheres e por movimentos populares do Sul Global. Com cores vibrantes e uma estética que transita entre a tradição da pintura histórica e a cultura visual contemporânea, seu trabalho propõe contranarrativas ao colonialismo e ao patriarcado, ressignificando imagens e símbolos frequentemente apagados pela história oficial. Formada em pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA-UFRJ), Cantuária desenvolve uma pesquisa que articula política, espiritualidade e ativismo.
Seus trabalhos integram acervos de instituições como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo – MASP, o Museu de Arte do Rio – MAR, o Pérez Art Museum Miami – PAMM e o Museu da Maré. Além disso, participou de residências artísticas em Portugal, França, Espanha, Estados Unidos, Uruguai, México e Brasil – experiências que expandiram sua prática e aprofundaram suas investigações sobre a relação entre arte, política e memória. Comprometida com a arte como ferramenta de transformação social, sua obra – ao mesmo tempo lírica e combativa – projeta imagens de mundos possíveis, criando espaço para narrativas insurgentes e reafirmando o poder da arte na luta simbólica do tempo presente.
Marcelo Cipis (1959) é formado em arquitetura pela FAUUSP.
Ao longo de sua trajetória, participou de diversas exposições, como os Salões Paulistas de Arte Contemporânea (1980-87); a 21ª Bienal Internacional de São Paulo (1991), com a instalação Cipis Transworld Art, Industry and Commerce; e a Bienal de La Habana (1992-94).
Já esteve presente em coletivas no Museu de Arte de São Paulo (1988); Kunsthalle Berlin (1988); Fujita Museum, Tóquio (1993); Centro Cultural São Paulo (2013); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2017); Pivô, São Paulo (2014); e Pinacoteca de São Paulo, na exposição Máquina do mundo (2021); entre outras. Também realizou exposições individuais em instituições como Galeria Virgílio, Casa Triângulo, Galeria Emma Thomas e Gomide & CO, todas em São Paulo.
Em 2000, recebeu a bolsa da Pollock-Krasner Foundation de Nova York e em 2013 foi indicado ao Prêmio PIPA. Em 2019, passou a ser representado pela Gomide & CO, em São Paulo, onde expôs em 2021 com Enjoy e onde realizou em 2025 a individual Cipis na Black Friday. Entre os prêmios que já recebeu estão o prêmio APCA de Melhor Pintura, em 1990, com a exposição Pyrex Paintings & Recent Works na Galeria Kramer, São Paulo; e em 1994, o Prêmio Jabuti pela melhor capa para o livro Como água para chocolate.
Pintando com gestos marcados e tinta espessa, Márcia Falcão (1985) articula relações entre o corpo feminino e a matéria pictórica, enquanto se vale de motivos do subúrbio carioca, onde nasceu, vive e trabalha. Sua paleta, pautada por marrons, vermelhos e outros tons de pele, busca uma representação carnuda do corpo, e a agressividade das suas telas incide principalmente sobre as figuras femininas que as povoam. A carne é perfurada, talhada, lacerada e queimada numa reencenação da violência sistemática que ameaça a vida de mulheres, principalmente negras e periféricas, no Brasil. Em certas telas, cenas igualmente viscerais de êxtase instauram a polaridade extenuante entre gozo e dor. A excitação sensorial da pintura de Falcão deriva da urgência de seus assuntos tanto quanto da vivência da artista na periferia do Rio de Janeiro.
Suas exposições individuais incluem Monuments of Flesh, Night Gallery, Los Angeles, Estados Unidos (2024); Pai Contra Mãe, Instituto Inclusartiz, Rio de Janeiro (2023); e Márcia Falcão, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo (2022). Entre suas exposições coletivas destacam-se Corpo-casa: diálogos entre Carolee Schneemann, Diego Bianchi e Márcia Falcão, Pivô, São Paulo (2024); The Big Picture, Night Gallery, Los Angeles, Estados Unidos (2023); Funk! Um grito de ousadia e liberdade, Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro (2023); Engraved into the Body, Tanya Bonakdar Gallery, New York, Estados Unidos (2021) e Ainda fazemos as coisas em grupo, Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, Rio de Janeiro (2020). A artista também participou da 36ª Bienal de São Paulo, Nem todo viandante anda estradas: Da Humanidade como Prática (2025).
A produção de Marcius Galan (1972) se desenvolve por meio de instalações, esculturas, pinturas, desenhos e fotografias. Sua prática assimila conceitos e linguagens do cotidiano para reelaborar o espaço, tema central de sua obra. Para tanto, Galan realiza um aprofundamento sobre as características e naturezas de cada material trabalhado, combinando-os ou colocando-os em atrito. Seus trabalhos são capazes de desafiar a certeza e a aparente estabilidade dos objetos, confundindo a percepção e criando um espaço aberto à interpretação. Formado em educação artística pela Fundação Armando Álvares Penteado, vive e trabalha em São Paulo.
Dentre suas exposições individuais estão Gravidade, Museu de Arte Contemporânea — MAC-USP, São Paulo (2022); Pintura de emergência, Museu de Arte Moderna de São Paulo — MAM-SP (2022); They endured, Gregor Podnar, Berlim, Alemanha (2020); e Geometric Progression, White Cube, Londres, Reino Unido (2013). Entre as coletivas, destacam-se: The Pencil Show, Cultuurcentrum Zwaneberg, Heist-op-den-Berg, Bélgica (2025); Avenida Paulista, MASP, São Paulo (2017); Art and Space, Guggenheim Bilbao, Espanha (2017); Inside, Palais de Tokyo, Paris, França (2014); 8ª Bienal do Mercosul: ensaios de geopoética (2011) e a 29ª Bienal de São Paulo: há sempre um copo de mar para um homem navegar (2010).
Galan foi contemplado por prêmios e bolsas como o Prêmio PIPA em 2012; o Cifo – Cisneros Fontanals Commission Prize em 2009; e a Bolsa Iberê Camargo — Visiting Artists Program (Art Institute of Chicago, Estados Unidos) em 2004, e suas obras integram coleções como Museu de Arte Moderna de São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Museu de Arte de São Paulo; Museum of Fine Arts; Cisneros Fontanals Art Foundation; Phoenix Art Museum.
Marina Perez Simão (1980) explora as fronteiras da abstração, evocando uma sensação de assombro ao sobrepor e justapor cores para capturar a luz, e criando composições que transcendem o mundo tangível ao “pintar onde as palavras falham”. A artista produz pinturas que, em vez de servirem à realidade, seguem sua própria lógica interna, representando mundos e possibilidades alternativas. Simão vive e trabalha em São Paulo.
Marlan Cotrim (1993) é artista visual nascida em Goiânia, que vive e trabalha em Recife.
Tendo o corpo em movimento como um primeiro território de investigação e criação, a artista percorre caminhos e suportes que vão do têxtil à pintura à óleo e à escultura em cerâmica, investigando o que as materialidades do algodão, do carvão e do cloro podem nos contar. Dessas encruzilhadas, cria composições marcadas por tremores e instabilidades. A territorialidade em trânsito, as relações de poder entre calor e energia e os desequilíbrios entre corpo e ambiente são temas centrais de sua obra.
Matheus Chiaratti (1988) combina instâncias narrativas da história da arte e da literatura, de personagens históricos a autoficções. Com obras em cerâmica que aproximam pintura e escultura, Chiaratti também trabalha com fotografia, áudio, bordado e poesia, construindo imaginários permeados pelo desejo e pelo erotismo em um trânsito entre afetos e narrativas. Os gestos do artista e os intervalos entre esses elementos tecem corpos insólitos que se colocam como enigmas por desvendar. É nessa relação que reside o potencial literário e sedutor de sua obra.
Entre suas exposições individuais estão Pau lavrado, Quadra, São Paulo (2022); Fortuna Balnearis, Edicola Radetzky, Milão, Itália (2022); Nights Vanitas, Artland, Milão, Itália (2022) e Umbigo do desejo, Quadra, Rio de Janeiro (2019). Participou também das coletivas O beijo no asfalto, Flexa, Rio de Janeiro (2024); Olhe bem as montanhas, Quadra, Rio de Janeiro (2024); Italian postcard, Galleria Il Bisonte, Florença, Itália (2024); Regra de três, Gisela Projects e Galeria Estação, São Paulo (2024); Mesmo estando separados, Ateliê397, São Paulo (2023); Vai na fé, Museu de Arte Sacra, São Paulo (2022) e Male nudes: Um salão de 1800 a 2021, Mendes Wood DM, São Paulo (2021). Chiaratti possui obras nas coleções públicas do Museu São Pedro, Itu, e Casa do Olhar Luiz Sacilotto, Santo André.
Matheus Freitas (1998) é artista visual cuja pesquisa transita entre escultura, design, joalheria, fotografia e poesia, tendo o ferro como matéria e metáfora. Aprendeu o ofício de ferreiro com serralheiros do Recôncavo Baiano, transformando técnicas populares e milenares em linguagem poética contemporânea.
Sua produção articula memória, espiritualidade e crítica às violências que marcam contextos periféricos, sempre em diálogo com o território. Esse vínculo se materializa em sua metodologia investigativa chamada Estudos das Formas, que observa a repetição de símbolos culturais, arquitetônicos e urbanísticos, assim como o próprio gesto de viver, revelando-os como matéria de criação. A presença do corpo, em estado de encantamento, torna-se elemento central desse processo.
O tempo e seus fluxos atravessam suas obras, que fundem tradição, experimentação e insubmissão como gestos de redesenho do futuro.
Ao longo das últimas décadas, Mauro Restiffe (1970) vem compondo um arquivo de imagens, a maioria em preto e branco, capturadas com a mesma câmera analógica. Embora afirme não se interessar por temas específicos, o artista repetidas vezes fotografa cenas e espaços comuns, desmonumentalizados. São imagens da arquitetura, cenas urbanas, paisagens, momentos de intimidade. Mesmo quando fotografa temas épicos, como episódios políticos importantes, seu olhar se volta para o que parece às margens dos eventos. Nos snapshots que Restiffe faz de seus interlocutores, nasce uma dimensão íntima e contemplativa de sua obra. A granulação típica do formato analógico – gesto de recusa ao caráter descartável das imagens digitais – dá às suas fotografias um ruído atmosférico que as situa entre a rememoração e a narrativa.
Maya Weishof (1993) vive e trabalha em São Paulo. Sua prática se dá principalmente através da pintura e do desenho sobre superfícies como telas e tecidos. A artista utiliza fragmentos, distorções, caricaturas e criaturas híbridas na concepção de imagens nas quais corpo e paisagem se revelam como substância um para o outro.
Weishof toma o desenho como ponto de partida para seu trabalho, construindo-o a partir de memórias, mitos e cenas que dialogam com a história da arte ou, mais especificamente, com a história das imagens. Sua obra busca escapar à premissa de uma narrativa linear ou fechada em si mesma, expandindo o aporte figurativo a um imaginário de múltiplos desdobramentos semânticos.
Mayara Ferrão (1993) é artista visual e diretora criativa, formada em artes visuais pela Universidade Federal da Bahia. Seu processo artístico abrange fotografia, ilustração, pintura, direção criativa e de cena, utilizando tecnologias de imagem, inteligência artificial e vídeo para criar, construir e difundir narrativas de corpos negros, originários e dissidentes. Dirigiu o filme Orixás Center (2021), premiado na 5ª Mostra Lugar de Mulher é no Cinema.
Em 2024, realizou residência artística no Pivô Salvador e publicou o ensaio Álbum de Desesquecimentos na revista ZUM. Participou de exposições coletivas como Histórias LGBTQIA+, MASP – Museu de Arte de São Paulo, São Paulo (2024); Ancestral: afro américas – Estados Unidos e Brasil, Museu de Arte Brasileira da FAAP, São Paulo (2024); Memórias Habitadas, SESC-RJ, Rio de Janeiro (2024); Inomináveis Presenças, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (2024); Raízes: começo, meio e começo, Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira, Salvador (2024); e ANCESTRAL FUTURES: BRAZILIAN CONTEMPORARY SCENES, Arles, França (2024). Recentemente, seu trabalho passou a integrar o acervo do MASP – Museu de Arte de São Paulo. Em 2025, realizou sua primeira exposição individual, O primeiro rastro foi água, e recebeu o SAUER Art Prize na categoria Artista Revelação durante a SP-Arte.
Milena Ferreira (1992) é artista visual, mestranda em artes visuais pela UFBA, e vive em Salvador. Pesquisa gravura em diálogo com pintura, escultura e instalação, tendo a estética da ruína como referência de memória e pertencimento. Seu trabalho investiga como ruínas participam da construção da coletividade, do território e das identidades, criando imagens que situam a fragilidade como potência estética e política.
Moara Tupinambá (1983) é artivista transdisciplinar e curadora. É tupinambá da Amazônia e trabalha com colagem, pintura, arte têxtil e muralismo, entrelaçando saberes ancestrais, espiritualidade e crítica contracolonial. Suas obras transitam entre territórios urbanos e a floresta, com foco na memória e na resistência indígena.
Participou de importantes exposições no Brasil e no exterior. Entre suas mostras individuais destacam-se: Mirasawá, o que a tempestade não leva, no Museu Nacional da República (2025); Maenry – Tupinambá, eu existo, no Museu do Estado do Pará (2024); Ressurgences of Amazon, no Kunstraum Innsbruck, Áustria (2021); e Kunhã Strength, na Aesop Sydney, Austrália (2020).
Integrou mostras coletivas como: Ta’ãngaa, os indígenas por eles mesmos (2025); Bienal de Sydney – NIRIN, Austrália (2020); e I Bienal das Amazônias, Belém (2023), além de itinerâncias no Maranhão (2024) e na Colômbia (2025). Recebeu distinções como o Prêmio Instituto Tomie Ohtake (2022) e o Prêmio Salão Paranaense – Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MAC-PR (2020), e participou da 30ª edição do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo – CCSP (2020).
Nasceu João (1995) e cresceu Mulambö na Praia da Vila, em Saquarema, Rio de Janeiro.
Através da carnavalização, da fabulação e da construção de narrativas atlânticas, o artista apresenta pinturas, objetos, bandeiras, instalações, times de futebol, escolas de samba e memórias de família como mecanismos de reinvenção de mundos. “Não tem museu no mundo como a casa da nossa vó”, afirma.
Natalie Braido (1996) explora e questiona o conceito de tempo em sua obra. Experimenta com tecnologias, utilizando mecanismos e materiais que abordam a impermanência e os limites do mundo material. Sua prática considera aspectos biológicos e simbólicos da natureza, combinando materiais efêmeros e cotidianos para criar sistemas que investigam a poética da mutabilidade, da instabilidade e da falha.
Nicolas Courgeon (1989) é um artista plástico formado pela Beaux-Arts de Paris.
Novíssimo Edgar é artista plástico, poeta, compositor e performer. Criador compulsivo, sua obra transborda autenticidade e liberdade, atravessando diversos suportes e pesquisa em metalinguagem e transmídia. Seu interesse pela arte começou na infância, incentivado por sua mãe, Dona Maria, ao elaborar esculturas, desenhos e pinturas sobre azulejos. Edgar não é um ser mimético, milimétrico ou métrico, mas semiótico, semi-nu e cru. Artista multimídia, trabalha com materiais ancestrais e tecnológicos, produz pinturas, instalações, performances e desenhos, compõe músicas, inventa jogos de cartas, escreve livros, produz filmes, games e NFTs. Sua produção é atravessada por dimensões ritualísticas e por temas contemporâneos como a violência e o cenário político brasileiro.
Entre suas exposições individuais, destacam-se Montes No Visibles, Tomás Redrado Art, Miami, Estados Unidos (2025); e Arqueologia de Si, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2024), entre outras. Também participou de coletivas como Trienal Frestas: Do caminho um rezo, SESC Sorocaba, São Paulo (2026); Africains Everywhere, Festival Ar(t)chipel, parceria entre o Centre Pompidou e o Centre-Val de Loire, França (2024); 5ª Bienal de Montevidéu: El resto del mundo, Montevidéu, Uruguai (2023); FUNK: Um grito de ousadia e liberdade, Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro (2023); Gabriel Massan: Terceiro Mundo – A dimensão descoberta (Third World – The Bottom Dimension), Serpentine Gallery, Londres, Reino Unido (2023), com itinerância na Pinacoteca de São Paulo (2024); e Nakoada: estratégias para a arte moderna, MAM Rio, Rio de Janeirol (2022).
Novíssimo Edgar foi indicado ao Prêmio PIPA 2026 e foi um dos vencedores do Prêmio FOCO, da ArtRio, em 2022. Já participou das residências artísticas Domo Damo, São Paulo; Tomás Redrado Art, José Ignacio, Uruguai; Casa Rio, Rio de Janeiro; e Terra Afefé, Ibicoara; entre outras. Suas obras integram as coleções do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Coleção Gilberto Chateaubriand) e do Museu de Arte do Rio (MAR).
Oto Ferreira (1995) tem sua pesquisa primordial voltada à madeira – matéria e forma – evocando aspectos do realocamento de ofícios ancestrais, suas potências práticas e ideológicas. Madeiras advindas da construção civil, de podas ou de aquisição comercial se tornam possibilidades para as diversas elaborações do artista, desdobrando-se em ritmos, cores, texturas e movimentos.
Em paralelo, Ferreira desenvolve uma crítica à ideologia hegemônica com referências ao sagrado, realizando formas que adentram paisagens abstratas, encenando e justapondo motivos do cotidiano e do sagrado afro-brasileiro.
Sua produção pictórica segue como a escultural, gerando abstrações por meio de paisagens: cor, perspectiva, gesto e transparência. Criando formas assíduas e etéreas, contrapondo a matéria escultórica.
Paloma Bosquê (1982) vive e trabalha entre Paris e Salvador. Sua pesquisa desenvolve-se a partir de uma investigação sobre a materialidade dos corpos em constante transformação. Fundamentada em uma prática diária de contato e intimidade com os materiais que compõem seu vocabulário escultórico, a artista compreende a materialidade como resultado das interações entre os múltiplos elementos – visíveis e invisíveis – que constituem o meio em que vivemos. A terra é pensada como corpo; os processos geológicos, como gestos escultóricos.
Seu trabalho tem sido exibido em contextos institucionais nacionais e internacionais desde 2012.
Em sua obra, os corpos são entendidos como matéria permeável em movimento, que se transforma continuamente em relação uns aos outros, estabelecendo e desfazendo conexões dentro e para além do campo do visível.
Paulo Bruscky (1949) é um dos expoentes da arte conceitual no Brasil e um dos principais precursores de diversas manifestações que envolvem arte, tecnologia e comunicação. Sua prática artística, baseada na ideia de arte como informação, é marcada pelo experimentalismo constante, resultando em um corpo de obras plural, composto por poesias visuais, livros de artista, performances, intervenções urbanas, filmes em Super-8 e trabalhos em novas mídias. A produção de Bruscky é também caracterizada pelo conteúdo de contestação social e política, resultado da sua postura crítica e militante, em parte concebida em contestação à ascensão de governos militares e o consequente estabelecimento de severos regimes ditatoriais em diversos países latino-americanos, incluindo o Brasil, durante um período que coincidiu com o início de sua trajetória.
Homem velho nascido em Nak Borun [Vale do Rio Doce] Minas Gerais, e vivendo como um nômade global, a obra de Paulo Nazareth (1977) é muitas vezes resultado de gestos precisos e simples, que trazem ramificações mais amplas, sensibilizando para questões ligadas à imigração, racismo e colonialismo. Embora seu trabalho possa se manifestar em vídeo, fotografia e objetos colecionados, seu meio mais forte é o cultivo de relações com indivíduos que cruzam o seu caminho, especialmente aqueles colocados à margem devido ao seu status legal ou reprimidos pelas autoridades governamentais.
Suas exposições individuais incluem Honey, John Jay College of Criminal Justice, Nova York (2025); Patuá/Patois, WIELS, Bruxelas (2025); LUZIA, Museo Tamayo, Cidade do México (2024); Vuadora, Pivô, São Paulo (2022); The Journal, Institute for Contemporary Arts, Londres (2014); Premium Bananas, MASP, São Paulo (2012). Já entre as coletivas recentes, estão: Chosen Memories, MoMA, Nova York (2023); Histórias Brasileiras, MASP, São Paulo (2022); Afro-Atlantic Histories, National Gallery of Art, Washington DC (2022); 34th São Paulo Biennial, São Paulo (2021); e Indigenous Voices, Latin American Pavilion 56th Venice Biennale, Venice (2015).
Pintor, desenhista e gravador, Paulo Pasta (1959) busca construir uma temporalidade na pintura. As cores e as formas em seus trabalhos parecem planificar a percepção da passagem do tempo: diante das telas, o presente coloca-se de uma maneira quase absoluta. As formas e as geometrias representadas nas atmosferas espessas realizadas pelo artista são vagarosamente reconhecidas por um olhar atento do espectador – colocado entre horizontes e obstáculos, que impedem que se veja o espaço da representação com nitidez. A densidade e o tempo criados por Pasta são contrários a qualquer concessão ao mundo prático e a suas necessidades de presteza e prontidão: é no rumor e na abertura ao tempo presente que recai sua poética.
Doutor em artes plásticas pela Universidade de São Paulo (2011), já realizou exposições individuais em instituições como Museu Lasar Segall, São Paulo; David Nolan Gallery, Nova York, Estados Unidos; Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre (2024); Cecilia Brunson Projects, Londres, Reino Unido (2022); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2018); Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro(2008); Pinacoteca de São Paulo, São Paulo (2006).
Entre suas participações em exposições coletivas estão: Cinco ensaios sobre o MASP – Geometrias, MASP, São Paulo (2025); Os Muitos e o Um, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2016); 30x Bienal, Fundação Bienal de São Paulo (2013); Europalia, International Art Festival, Bruxelas, Bélgica (2011); Matisse Hoje, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo (2009); Panorama dos Panoramas, MAM São Paulo (2008).
Pedro Neves (1997) reside em São Paulo. Em sua obra, o artista evoca personagens, festividades, rituais, espaços e paisagens que atravessam sua trajetória pessoal — entre o Maranhão, onde nasceu, e Minas Gerais, onde cresceu. Figuras ambíguas repletas de encantamento, práticas e símbolos ancestrais, e recortes do cotidiano são representados de modo a tensionar questões históricas e políticas com a malha do intangível, imaterial. Desse modo, sua pintura busca investigar os vínculos que conectam corpo, território e pertencimento, afirmando as tradições populares e as práticas corriqueiras como formas vivas de resistência e reinvenção.
Recentemente participou da 2ª Bienal das Amazônias e realizou as exposições individuais Reino do Fundo, no 34º Programa de Ocupação do Centro Cultural São Paulo, e Tripa, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Também foi residente no Chão, em São Luís, e na 8ª edição do Bolsa Pampulha (2022).
Péricles Mendes (1976) vive e trabalha em Salvador. É doutor e mestre em artes visuais na linha de processos criativos pela UFBA. Atualmente, pesquisa conceitos do ato fotográfico por meio de narrativas ficcionais e objetos cênicos (mise-en-scène). Além disso, promove cruzamentos conceituais e matéricos entre o orgânico e o artificial, e desenvolve estudos e ensaios sobre a paisagem soteropolitana.
Pinky Wainer (1954) é artista, ilustradora, designer gráfica e cenógrafa, tendo a aquarela como principal linguagem. Ao longo de sua trajetória, realizou exposições individuais e coletivas em importantes espaços de São Paulo e do Rio de Janeiro, trabalhou com editoras e revistas, ilustrou livros infantis e representou o Brasil na Bienal Internacional do Livro Infantil de Nova York, em 1992. Foi também sócia-fundadora da Editora do Bispo e da Loja do Bispo, participou da exposição Vkhutemas — o futuro em construção, no Sesc Pompeia, e retomou sua produção expositiva em 2023. Desde 2014, dedica-se também ao ensino de arte sobre papel, construindo uma obra marcada pela versatilidade, pela experimentação e por uma relação livre com as disciplinas artísticas.
Rafael de Almeida (1987) é cineasta e artista visual. Doutor em multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com estágio de doutorado na Universidad Complutense de Madrid, e pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Universidade Federal de Goiás (UFG), atua como professor na Universidade Estadual de Goiás (UEG).
Sua pesquisa artística se desenvolve no cruzamento entre o cinema e as artes visuais, tendo a montagem como princípio central de pensamento e criação, a partir do reemprego de materiais de arquivo. Investiga o estatuto das imagens enquanto vestígios instáveis do passado, mobilizando arquivos reais e ficcionais — incluindo imagens geradas por inteligência artificial — como matéria para fabulações críticas. Assim, tenciona noções de tempo, memória e evidência.
Seu trabalho já foi apresentado na Bienal do Sertão de Artes Visuais (2023) e no Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André (2024), entre outros; e premiado no Salão de Arte em Pequenos Formatos do Museu de Arte de Britânia, Britânia (2022), no Salão de Arte Contemporânea de Jataí, Jataí (2023) e no Salão dos Artistas Sem Galeria, São Paulo (2025). Além disso, suas obras integram os acervos de instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Goiás, Goiânia, e o Museu de Arte de Santa Maria. Em 2025, realizou sua primeira exposição individual, Sob nossos cascos, em Goiânia, com curadoria de Divino Sobral.
Ramo (1987) é pesquisador e artista, e investiga os desdobramentos do verbo “construir” em suas dimensões de criação coletiva, sacralização e restauro de espaços radicalmente negros. Atualmente, é mestrando em economia pelo Programa de Pós-graduação em Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGE/UFRGS).
Fundador da Irmandade Vilanismo (2021), integrou importantes programas de residência e premiações no Brasil, como o Pemba: Arte e Ancestralidade (2020) e o Prêmio Alex Vallauri, Funarte, São Paulo (2017). Recentemente, participou como artista convidado na 36ª Bienal de São Paulo (2025).
Raphael Tepedino (1989) é artista visual residente em São Paulo. Formado em comunicação social, iniciou sua trajetória no campo da moda, onde atuou por doze anos, e hoje dedica-se à pesquisa artística, com foco em escultura e performance. Em sua prática de ateliê, a cera ocupa lugar central. Realizou, em 2025, sua primeira exposição individual, na Kubik Gallery, em Portugal.
Raphaela Melsohn constrói lugares a partir de e para nossos corpos. A fisicalidade e a relação entre pessoas, os modos como existimos no espaço, e como o espaço informa nossa existência são premissas de seu trabalho. Utilizando vários materiais e linguagens, se interessa por construir objetos e lugares que impliquem a presença de nossos corpos, provocando alternativas por meio da colaboração, contaminação e não hierarquização. Rachaduras, fluxos, buracos, formas orgânicas e pegadas presentes em seus trabalhos tensionam e reconfiguram normas sociais e espaciais.
Mestre em artes visuais pela Columbia University (2022) e bacharel em artes visuais pela FAAP (2016). Entre suas exposições destacam-se o duo Nada acontece duas vezes, no Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (2025), as individuais Cortando linha se faz espaço, Galeria LABOR (2024); Uma casa feita de chão, Marli Matsumoto (2023); e Investigações em VÍDEO: registro, deslocamento do olhar e FORMAS DE PENSAR, MIS (2016). Entre as exposições coletivas, estão O Drama da Forma, Claraboia (2026); After Eden, RGR (2024); Antes e Agora, Longe e Aqui Dentro, Museu Oscar Niemeyer (2024); Por muito tempo acreditei ter sonhado que era livre Arte Atual, Instituto Tomie Ohtake (2022). Foi artista residente na SURO (MX), Frans Masereel Centrum (BE), AZ West (US), YBYTU (BR), Pivô (BR), AnnexB (US) e Red Gate Residency (CH). Em 2022, foi comissionada para fazer um trabalho público relacionado ao Subterranean Project de Hélio Oiticica no Socrates Sculpture Park em Nova York.
Regina Parra (1984) teve seu trabalho exposto em instituições como Jewish Museum, em Nova York, MACBA-Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, Mana Contemporary, em Chicago, Americas Society, em Nova York , Padiglione d’Arte Contemporanea, Centre d’Art Contemporain d’Ivry e Museu Nacional de Lisboa. Em 2023, Parra realizou uma exposição individual na Pinacoteca de São Paulo. Em 2025, expôs na Lyles & King Gallery, em Nova York, e na Galerie Mighela Shama, em Genebra.
Recebeu o Prêmio de Arte Pública 3M (2018), o Prêmio SP-Arte (2017), o Prêmio de Vídeo da Fundação Joaquim Nabuco (2011) e o Prêmio Videobrasil (2011). Seu trabalho integra os acervos de instituições como o ICA_Institute of Contemporary Art, Miami; o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona – MACBA; o Museu de Arte de São Paulo (MASP); a Pinacoteca de São Paulo; o Instituto Figueiredo Ferraz; a Fundação Joaquim Nabuco; o FAMA Museu; e o VideoBrasil, entre outras.
Renan Marcondes (1991) é artista e pesquisador da arte da performance e da dança. Doutor em artes da cena pela ECA-USP, fez estágio de pesquisa na Justus Liebig Universität Giessen, na Alemanha, e desenvolveu tese premiada sobre as relações entre performance, neoliberalismo e presença.
Realizou performances comissionadas para a Pinacoteca de São Paulo, Theatro Municipal de São Paulo, MAM-SP e Bienal Sesc de Dança, além de individuais no 33º Programa de Exposições do CCSP, Temporada de Projetos do Paço das Artes e Centro Cultural Correios (SP e RJ), entre outros. Desde 2015, ministra aulas teóricas e práticas de performance em instituições como MAM-SP, Sesc e Itaú Cultural. Possui obras em diversos acervos, incluindo o Museu de Arte do Rio, Museu da Inconfidência e Museu de Arte do Espírito Santo. Realizou residências no Brasil, como Pivô e Sacatar, além de residências internacionais na Alemanha (Werkstattwoche, 2025) e em Portugal (CAAA, 2015). Em sua obra, investiga as relações entre passividade, temporalidades cíclicas e a finitude dos corpos.
Renata Haar (1981) combina com precisão transparência e invisibilidade, utilizando materiais para manipular a luz e criar superfícies delicadas, mas tangíveis. Suas obras habitam um estado intermediário, borrando as linhas entre presença e ausência. A natureza semitransparente de seu trabalho convida o espectador a envolver-se com as qualidades etéreas que constrói. O uso de um minimalismo espiritual foca no poder sutil do neutro. Tons e formas depuradas enfatizam o invisível, criando uma tensão discreta que explora a interação entre materialidade e intangível.
Entre as exposições individuais de Haar destacam-se Night Dusk Dawn (2025), Inefável-Ultrafino (2024) e Like a Type of Wind (2020). Participou de feiras como The Armory Show, ArtGenève, Drawing Now e SP–Arte. Entre as coletivas recentes estão projetos no Goethe-Institut Kinshasa (2025), Fortes D’Aloia & Gabriel (2023) e Sofia Art Week (2022). Indicada ao SAUER Art Prize (2025) e ao CIFO (2017/18), integrou o Agora Collective (2012–2018), com o qual recebeu o Collaborative Arts Partnership Programme. Suas obras integram coleções institucionais e privadas no Brasil e na Europa.
Desde os anos 90, Rivane Neuenschwander (1967) elege como material de sua produção elementos das trocas sociais, das lembranças ou do consumo. Em desenhos, pinturas, tapeçarias e vídeos, a artista opera o cruzamento de seu repertório plástico com a ciência, a história e a psicanálise, a linguística e a literatura, de modo a articular assuntos prementes da política contemporânea. Acoplando a ação e a presença de corpos humanos e inumanos que participam da elaboração formal a substratos conceituais, a obra de Rivane inclui os grupos que levaram à forma que os trabalhos adquirem. O outro é sempre pressuposto na estrutura e na execução dos trabalhos, e o cuidado com a forma implica sempre o cuidado com o público.
Entre suas exposições individuais recentes estão Brasil de susto e sonho: um panorama na obra de Rivane Neuenschwander, Itaú Cultural, São Paulo (2025); e Rivane Neuenschwander, East Tank, Tate Modern, Londres (2021). Participou também das coletivas Habitando el futuro [Our Home, The Future]: Nature, The Architect, Museo de Arte Moderno de Buenos Aires; What is the dream that makes you dream, Kunsthalle Mainz, Alemanha (2025); Fantasy and Experimentation: Latin American Art in the 20th and 21st Centuries, Denver Art Museum, Denver (2021); Quarta-feira de cinzas/Epilogue, Rivane and Cao Guimarães, Tate Modern, Londres (2021).
A artista tem obras em importantes coleções públicas, tais como Instituto Inhotim, Brumadinho; Museu d ́Art Contemporani de Barcelona – MACBA, Barcelona; Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM, São Paulo; The Museum of Modern Art – MoMA, Nova York; Tate Modern, Londres; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York.
Rodolpho Parigi (1977) vive e trabalha em São Paulo. Bacharel em artes visuais pela FAAP, já passou por residências artísticas como Cité des arts, Paris (2009), Flora+Ars, Bogotá (2013), Pivô Arte e Pesquisa, São Paulo (2011), Red Bull Station, São Paulo (2013), Art Dubai (2019).
Seu trabalho acontece a partir do conflito entre realidade e ficção. Por meio de desenhos, pinturas e performances, Parigi explora um universo imagético de ficção autoimaginada, habitado por figuras híbridas ou andróginas de beleza estranha, formas que habitam a superfície como corpos vivos que poderiam até mesmo respirar ou se mover. O artista desenha e pinta as figuras com a vontade de transfigurar corpos e idéias preestabelecidas, confusões de gênero e a exploração das fronteiras entre imagens reais ou simuladas.
Corpos são fundidos e remodelados para transformar a superfície da tela ou do papel , onde contenções e expansões são negociadas dentro do limite físico do suporte. As referências são do mundo da arte, da cultura popular ou mesmo clássica, renderizando tudo em uma mesma superfície, Parigi cria imagens que tentam alcançar uma sensação de prazer e confusão temporal.
O artista já teve exposições individuais em instituições como Instituto Tomie Ohtake, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Galeria Nara Roesler, Amt I Torri & Geminian Gallery, Milão. E participou de coletivas no Museu de Arte de São Paulo, Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, Fundação Iberê Camargo, Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural Banco do Brasil e ARTSPACE, Auckland, entre outros. Seu trabalho está em coleções públicas de locais como Museu de Arte de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Itaú Cultural e Museu de Arte Moderna da Bahia.
Rodrigo Cass (1983) vive e trabalha em São Paulo. Sua primeira formação artística foi como iconógrafo no Mosteiro da Transfiguração, em Mogi das Cruzes, São Paulo, em 2001. Entre 2000 e 2008, viveu no Convento do Carmo como religioso carmelita da Ordem do Carmo. Em 2006, concluiu o bacharelado em Artes Visuais na Faculdade Santa Marcelina, São Paulo, onde estudou com artistas como Leda Catunda, Raquel Garbelotti, Arthur Lescher e Shirley Paes Leme. Cursou dois anos (2007-08) de filosofia e teologia na Faculdade Jesuíta em Belo Horizonte. Depois de sair do convento, participou do Programa Bolsa Pampulha em Belo Horizonte (2010-11), dirigido pela curadora Ana Paula Cohen, e do Programa Independente da Escola São Paulo (2011-12), dirigido pelo curador Adriano Pedrosa e codirigido por Carla Zacagnini. Em 2014, passa a ser representado pela Fortes D’Aloia & Gabriel.
Sallisa Rosa (1986) é uma artista indígena cuja obra abrange fotografia, vídeo, performance e instalação. Sua prática investiga a relação entre terra, memória e identidade, frequentemente utilizando argila coletada em diferentes regiões como forma de conexão com sua ancestralidade. O trabalho de Rosa aborda o processo contínuo de descolonização, combinando perspectivas indígenas e práticas contemporâneas para questionar narrativas dominantes e refletir sobre a preservação e a transformação cultural. Atualmente, participa da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática.
Samara Paiva (1995) é uma artista visual que vive e trabalha em São Paulo. Sua prática artística consiste em investigar através da pintura o comportamento do corpo negro na espacialidade domestica e a sua relação com a intimidade. Samara pesquisa como esse ambiente permite a humanização e a vulnerabilidade que é tomada de forma constante desses corpos, dando espaço para a contemplação e margem para a subjetividade.
Explorar as possibilidades dos materiais é um dos pilares da sua prática. Experimentando com a plasticidade da tinta, ela consegue distorcer e borrar as linhas que dividem o concreto e o abstrato. Para a artista, o baixo contraste, a noite e as sombras são instrumentos de liberdade.
Samuel Alves de Jesus (1999) vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Trabalhando com aquarela, escultura, desenho, vídeo e instalação, busca traduzir os símbolos da relação entre natureza e divindade através da matéria. Os aspectos visuais e os vestígios dos impactos desse vínculo manifestam-se como figuras e formas abstratas em sua obra, ou pela falta de controle sobre os minerais – como o sal – em suas esculturas.
Projetos recentes incluem uma exposição individual na Yehudi Hollander-Pappi (São Paulo) e exposições coletivas no Solar dos Abacaxis (Rio de Janeiro), Claraboia (São Paulo), Turf Projects (Londres), Sharp Projects (Copenhague), Gisela Freier Kunstraum Kulturring (Berlim), Castiglioni (São Paulo), Espaço Buero (São Paulo), Shmorévaz (Paris), CCSP (São Paulo) e Quase Espaço (São Paulo), além da participação no Estéreo Picnic Festival (Bogotá).
Shai (1992) é artista visual formada pela Universidade Federal da Bahia. Sua prática interdisciplinar investiga os desdobramentos da memória feminina e de seus repertórios afetivos no corpo e na matéria, utilizando a fotoperformance e o audiovisual como suportes para suas fabulações, e a escultura como uma extensão do gesto. Em sua pesquisa, concentra-se na escultura em cerâmica incorporada aos cristais de quartzo e minerais, conectando a memória corpórea à memória geológica armazenada na terra.
Indicada ao Prêmio PIPA 2026, realizou sua primeira exposição individual Oráculo da Memória na Galeria Verve, São Paulo (2023) e no Goethe-Institut Bahia, Salvador (2024). Além disso, seu trabalho integrou exposições coletivas na Galeria Le Manège (Dakar, Senegal, 2026), no MAZ – Casa de Fotografia da Guiana Francesa (Caiena, 2025) e na Cinemateca Brasileira (São Paulo, 2025). Participou de residências artísticas como Je suis un océan noir na Ilha de Ngor (Dakar, 2026), Instituto Sacatar (Itaparica, 2025) e Sertão Negro (Goiânia, 2025). Suas obras integram coleções particulares e os acervos do Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro) e do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
A obra de Sonia Gomes (1948) transforma tecidos, roupas e objetos carregados de memórias em esculturas têxteis de forte presença orgânica. Por meio de gestos como costurar, torcer, amarrar e tensionar materiais, a artista investiga relações entre corpo, tempo, espaço e memória. Sua produção integra importantes coleções internacionais, como Centre Pompidou, MoMA, National Gallery of Art, Guggenheim e Tate Modern. Entre suas principais exposições estão mostras no Instituto Tomie Ohtake, Storm King Art Center, Kunsthalle Lissabon, Pinacoteca de São Paulo e a Bienal de Veneza.
A produção de Tatiana Chalhoub (1987) é estruturada a partir dos parâmetros técnicos e formais da pintura e extrapola o plano bidimensional por meio da cerâmica, em relevos torcidos de superfície acidentada. A fusão entre imagem e matéria em seus trabalhos faz com que manchas de pigmento em acabamentos esmaltados ou oxidados ganhem contornos de paisagem ou natureza morta. Peças soltas, fragmentos e resíduos são processados em reinterpretações da natureza, da história da arte ou de anotações mentais, reunindo esses pedaços díspares num mundo marcado por matizes líquidos e tons aquáticos. Em peças suspensas entre ícones e atmosferas em pequena escala, Chalhoub abraça o acaso e a imprevisibilidade da prática de ateliê, projetando soluções pictóricas a partir de quebras, ruídos e desvios de processo.
Tatta Zakttmbo (1988) é artista visual, escritora e pesquisadora pindorafricana. Vive e trabalha entre o Brasil e a França, e é mestranda na École nationale supérieure des Beaux-Arts de Paris.
É nascida na Bahia, em uma região de garimpo de esmeraldas situada sobre antigos territórios Payayá, povo indígena do qual descende. Tatta desenvolve uma pesquisa que articula corpo, território, água e extração mineral. Sua prática reúne pintura, escultura, performance, instalação, vídeo, fotografia, objeto e escrita, experienciando o transe hypnotique, o conto e a fé como procedimentos de criação. Seu trabalho parte de ligação familiar aos sertões indígenas e afrodiaspóricos, investigando as relações entre mineração, ecologia, memória e espiritualidade. Em diferentes suportes, pensa o reequilíbrio para a terra, a água e as formas de permanência, aproximando práticas artísticas, narrativas orais e saberes tradicionais de encantaria e axé.
Participou de exposições e projetos em instituições como o Musée d’Art Méditerranéen – Hôtel des Arts, em Toulon, França, e de eventos internacionais como a Nuit Blanche, em Paris, além do Prix Emerige, apresentado durante a ARCOMadrid em parceria com o Institut Français d’Espagne.
Escritor e artista visual potiguar, Thiago Barbalho (1984) encontrou no desenho um modo de expressão que ele entende como a obsolescência da palavra. Trabalhando em diferentes dimensões e com diversos materiais, suas composições trazem aos olhos do público universos intrincados, em que formas e cores se entrelaçam e embaralham em narrativas fragmentadas capazes de abolir a relação figura e fundo. Barbalho entende o desenho como uma categoria filosófica que atravessa eras, linguagens e culturas. Suas obras integram coleções como a da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Instituto Paz, em Brumadinho, e Museu de Arte do Rio – MAR.
Dentre suas exposições individuais, destacam-se: Chants, Elizabeth XI Bauer, Londres (2025); Segredos e Feitiços, Nara Roesler, São Paulo (2024); Cacimba Nova, Casa de Cultura de Jardim do Seridó, Rio Grande do Norte (2024). Principais coletivas recentes incluem: Mapa da estrada: Novas obras no acervo da Pinacoteca de São Paulo (2022); Hand in Hand, Elizabeth Xi Bauer, Londres (2026); Rocambole, Pivô, São Paulo(2018) e na Kunsthalle Lissabon, Lisboa (2019).
Thiago Honório (1979) é artista visual e professor, com bacharelado em artes plásticas pelo Instituto de Artes da UNESP, mestrado e doutorado em artes visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Desde 2006, é professor dos cursos de artes visuais da FAAP. Desde 2016, codirige com a curadora Ana Paula Cohen o Grupo de Orientação Artística – GOA.
Dentre suas exposições individuais destacam-se Leituras, Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo (2024); roçabarroca, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2020); The Red Studio, International Studio & Curatorial Program – ISCP, Nova York (2018/2019); e Trabalho, Museu de Arte de São Paulo (2016).
Entre suas bolsas, prêmios e residências estão: Gulbenkian | AiR 351 Grant, Lisboa/Cascais (2020); prêmio Director’s Circle do International Studio & Curatorial Program – ISCP, em Nova York (2018); 6a Bolsa Pampulha, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (2016)); Prêmio Programa de Residência Artística do Paço das Artes (2015); Programa de Residência Artística da Cité Internationale des Arts, Paris (2012). Foi também vencedor do Prêmio APCA/2023, na categoria Arte Contemporânea – Artes Visuais, e sua exposição individual Oração, realizada na Galeria Luisa Strina em 2023, foi considerada “The Top Ten Shows Around the World in 2023” pela Revista Frieze.
Thix (1982) vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo. Treinada nas técnicas do realismo clássico, pesquisa as maneiras como a figuração ultrapassa o campo visual e adentra o simbólico. Em sua prática, parte da ideia de que os arquivos ocupam um lugar central no imaginário político das comunidades queer e trans, como repositórios de memória coletiva, resistência e contrapoder.
Estudou desenho e pintura na Florence Academy of Art e na Barcelona Academy of Art, expôs em galerias no Rio de Janeiro e em São Paulo, e em instituições como Casa França-Brasil, Centro Cultural da UFMG, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Centro Cultural dos Correios (RJ) e Paço das Artes (SP). Indicada ao Prêmio PIPA em 2025 e Artista Revelação do ano pela Revista Celeste, sua obra integra o acervo do Museu de Arte do Rio – MAR, do Museu Nacional de Belas Artes e Instituto PIPA.
Thomaz Rosa (1989) utiliza e evoca signos e experiências das histórias oficiais e não oficiais da pintura por meio da recuperação de uma motivação da arte pop e moderna. O erro e o acidente se tornam elementos intrínsecos de sua prática, contrapostos a equações pintadas minuciosamente. Essa configuração aparentemente ambígua permite múltiplas leituras e sentidos na direção de uma unidade final. Rosa incorpora elementos tridimensionais em suas telas num gesto compositivo que distorce os limites entre espaço pictórico e objetualidade.
Thomaz Rosa é graduado em artes pela UNESP, em São Paulo. Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se Conjuntos, Castiglioni Fine Arts, Paris (2024); Um de Um Par / Uno di Una Coppia, Castiglioni, Milão (2023); A volta da sorte, Quadra, São Paulo (2023); e Resenha, Quadra, Rio de Janeiro (2021). Participou também de diversas mostras coletivas, como De viés, Quadra, Rio de Janeiro (2024); Pessoas negras são o silêncio, eles não podem entender, GDA, São Paulo (2024); Refundação, Ocupação Nove de Julho, São Paulo, e Museu da Inconfidência, Ouro Preto (2023); e Setas e turmalinas, Casa de Cultura do Parque, São Paulo (2022). Sua obra integra a coleção do Museu de Arte do Rio desde 2024.
O trabalho de Valeska Soares (1957) mobiliza o tempo, a memória e a ficção para dar a ver o potencial imaginativo da falta e a construção do sentido a partir de imagens parciais. O vazio, a transitoriedade e a impermanência formam um campo de tensões materializado em suas instalações, filmes, pinturas, esculturas e assemblages. Tais articulações conceituais evidenciam-se tanto pela escolha de seus materiais quanto pelas combinações espaciais que estes permitem. Espelhos, capas de livro, telas encontradas e embalagens são manipulados, embaralhados, recortados e rearranjados, imprimindo relações entre intimidade e estranhamento, arquitetura e corpo, matéria e pensamento.
Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se Entrementes, Estação Pinacoteca, São Paulo, Brasil (2019); Any Moment Now, Phoenix Art Museum, Phoenix, Estados Unidos (2018) e Unfold, Wadsworth Atheneum Museum of Art, Hartford, Estados Unidos (2017). Participou também das coletivas Uncanny, National Museum of Women in the Arts, Washington D.C., Estados Unidos (2025); Anonymous Was a Woman: The First 25 Years, Grey Art Museum, Nova York, Estados Unidos (2025); Fullgás – Artes Visuais e anos 1980 no Brasil, CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil (2025); 16ª Biennale de Lyon, Lyon, France (2022); e Understudies, KW Institute for Contemporary Art, Berlin, Alemanha (2021).
Vanessa da Silva (1976) é uma artista que vive em Londres e trabalha com escultura, têxteis, desenho e performance. É mestre em pintura pelo Royal College of Art, em Londres, e bacharel em Design Industrial pela FAAP, em São Paulo.
Em 2025, da Silva recebeu o Henry Moore Foundation Artist Grant, no Reino Unido, e foi comissionada peloo Bradford 2025 UK City of Culture. Foi selecionada para o Sculpture in the City, em Londres (2023, 2024), e recebeu o Hopper Prize, nos Estados Unidos, e o Gilbert Bayes Award, concedido pela Royal Society of Sculptors, no Reino Unido (2020). Em 2024, seu trabalho foi incluído na publicação 300 Women Sculptors, da Phaidon.
Entre seus projetos recentes estão Mostyn Gallery (Llandudno, País de Gales); Bradford 2025 UK City of Culture (West Yorkshire, Reino Unido); Yorkshire Sculpture Park (Wakefield, Reino Unido); Duarte Sequeira Gallery (Braga, Portugal); Sculpture in the City (Londres); Frieze Sculpture, Regent’s Park (Londres); MK Gallery (Milton Keynes, Reino Unido); Pippy Houldsworth Gallery (Londres); e Public Gallery (Londres).
Vilanismo (2021) é uma irmandade negroperiférica que age como coletivo dentro do circuito de arte contemporânea tensionando raça, gênero e classe. São artistas e articuladores de diversos territórios periféricos com caminhadas por variados equipamentos culturais no Brasil e no mundo, seja na coletividade ou nas trajetórias individuais. Desde 2021, se uniram para formar uma rede de apoio e, a partir de tecnologias pretas, pensar “estratégias de sobrevivência e construção de caminhos para nós e para os nossos, na base do mutirão e da emboscada”.
Entre as ações, exposições e curadorias realizadas pelo grupo destacam-se Leitura do contra manifesto, apresentada no evento que marcou os 30 anos do massacre do Carandiru (2022); Cubo Preto, no Sesc Pompeia (2023); A Regra e a Exceção, no Ateliê 397 (2023); Afeto, na Diáspora Galeria (2023); Quando eles chegam em casa eu fico feliz, na Galeria Luis Maluf (2023); Chora Agora e Ri Depois, na Funarte (2023–2024); Cortejo Negro, no Instituto Moreira Salles (2024); Ser Feliz é a Nossa Revolução, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo (2024); e Nas Horas Vagas, no Edifício Tebas/VAI (2025). A irmandade também participou da 36ª Bienal de São Paulo (2025) com a instalação Os meninos não sei que juras fraternas fizeram.
Wisrah C. V. da R. Celestino (1989) vive e trabalha em Berlim, Alemanha. Bacharel em direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, concluiu a pós-graduação artística na Hochschule für Bildende Künste Braunschweig. Por meio de partitura, escultura, texto, fotografia, som e vídeo, explora as estruturas remanescentes do projeto colonial transatlântico, com foco na crítica institucional, na linguagem e na natureza do objeto.
Celestino recebeu inúmeros prêmios, bolsas e residências, incluindo ars viva prize, Kulturkreis der deutschen Wirtschaft, Alemanha; Arbeitsstipendium Bildende Kunst, Senatsverwaltung für Kultur und Gesellschaftlichen Zusammenhalt, Alemanha; Bolsa Pampulha, Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Brasil; Ducato Prize, Itália; Braunschweig Projects, Ministério da Ciência e Cultura da Baixa Saxônia, Alemanha; Between Bridges Foundation, Alemanha; La Becque, Conselho Suíço de Artes Pro Helvetia, Suíça; PACT Zollverein, Alemanha; British Council, Reino Unido; e Pivô, Brasil. Outras premiações incluem Villa Romana (2026, indicação), Günther-Peill-Stiftung (2026, indicação), Stipendium der Landeshauptstadt Wiesbaden und des Nassauischen Kunstvereins Wiesbaden (2025, indicação), Solo Award Kunsthal Charlottenborg (2024, seleção) e III Prêmio Reynaldo Roels Jr. (2017, finalista).
Yan Copelli (1986) vive e trabalha em São Paulo. Sua produção transita entre escultura, pintura e desenho, criando formas híbridas que evocam corpo, arquitetura e natureza. Entre o onírico e o erótico, sua obra tensiona desejo, estranhamento e a precariedade do contemporâneo.
Yhuri Cruz (1991) é artista visual, escritor e dramaturgo, baseado no Rio de Janeiro. Elabora sua prática artística e literária a partir de proposições cênicas e instalativas que discutem arquivos históricos, ficções e fabulações da diáspora negra no Brasil e no mundo.
Trabalhando de forma expandida com escultura, desenho e filme, Cruz se dedica especialmente à longa série de performances intitulada Cenas Pretofágicas (The Emancipation plays). Sua última individual foi O Jantar: Uma exposição-cena, na Galleria Continua, e o artista recentemente expôs trabalhos no Smithsonian’s National Museum of African American History and Culture, na Pinacoteca de São Paulo e na Bienal de Havana, em Cuba.
Baseada em São Paulo, Yuli Yamagata (1989) é fascinada pelo que considera monstruoso. Em seu trabalho, utiliza têxteis tingidos à mão pela técnica shibori, fios e correntes, móveis reaproveitados, frutas e vegetais de plástico na criação de inquietantes assemblages escultóricas. Influenciada por mangás e pelo terror, lábios, polvos e globos oculares são símbolos visuais recorrentes em sua obra.
Zé di Cabeça é José Eduardo Ferreira Santos (1974), artista visual e educador com formação em pedagogia, psicologia e saúde pública. José é fundador do Acervo da Laje – importante espaço cultural independente que converge arte, educação e memória no Subúrbio Ferroviário de Salvador, onde nasceu e vive.
A partir de uma oficina de xilogravura em 2018, sua pesquisa visual se expande em direção ao desenho, à pintura, à escrita e à colagem. Durante o contexto pandêmico, seu trabalho ganha nova intensidade e Zé di Cabeça – nome em referência ao apelido do pai – emerge com mais nitidez. O fazer artístico se impõe como resposta sensível aos apagamentos, perdas e silêncios que atravessam seu território, amadurecendo uma poética visual profundamente enraizada nas camadas afetivas de uma paisagem tratada como periférica.
Zé di Cabeça constrói uma estética em que a reinvenção de si e do entorno é pressuposto à existência da vida ordinária, da vida “vivida”. Seu gesto, radical e sutil, transforma o que já foi em narrativa, o que parecia perdido em linguagem. Uma arte que planta, brinca, acende velas, inventa altares, desenha galos e, acima de tudo, afirma que o futuro também pode nascer do que se escolhe lembrar.
O trabalho do artista já foi apresentado em exposições coletivas em instituições como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Museu de Arte do Rio, o Escritório das Nações Unidas em Genebra, Suíça, o Museu das Favelas, São Paulo, o Itaú Cultural, São Paulo, o Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, e a Casa das Histórias de Salvador, Bahia.

EN





























































































































